Estudo analisa mercado de trabalho para negros

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(SEPPIR, 17/11/2015) Dieese conclui que apesar de avanços, desigualdades ainda são presentes

Em comemoração ao dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou nesta semana um estudo sobre o mercado de trabalho para os negros nas principais capitais do país.

Leia mais:
Participação do negro no mercado em SP sobe, mas salário continua menor (Folha de S. Paulo, 17/11/2015)
Cai diferença de desemprego entre brancos e negros em SP (O Estado de S. Paulo, 17/11/2015)

A conclusão do estudo é que, apesar dos avanços nos últimos anos, as desigualdades raciais no mercado de trabalho ainda permanecem. O Dieese afirma que essas desigualdades condicionam as oportunidades de vida desses grupos populacionais na sociedade brasileira.

Entre os grupos mais afetados, a entidade destaca as mulheres negras. “A desigualdade no acesso ao mercado de trabalho e nas condições de trabalho que afeta os negros é ainda mais intensa quando se trata das mulheres negras. A dinâmica do mercado de trabalho expressa os padrões vigentes nas relações raciais e de gênero na sociedade brasileira”.

Outro trecho do estudo é importante para reforçar a necessidade de políticas públicas direcionadas a promover a igualdade racial no país:

“O rendimento médio por hora dos negros cresceu na maioria das regiões, mas ainda experimenta diferencial expressivo e bastante inferior em todas elas. Em Salvador, onde há maior presença de negros na estrutura produtiva, o rendimento médio por hora recebido por eles correspondia a 62,7% do dos não negros. Em Fortaleza, onde a situação era menos desigual, a proporção era de 77,5%. A diferença salarial desse segmento revela a dimensão da discriminação vivida. Os negros estão mais presentes em ocupações mais precárias, caracterizadas pela ausência de proteção social e, por consequência, menores remunerações”.

Além da renda, o documento sinaliza um contingente crescente de negros desempregados, em todas as seis regiões pesquisadas entre 2013 e 2014. Em Salvador, por exemplo, há duas vezes mais mulheres negras desempregadas do que homens.

O estudo teve apoio do Ministério do Trabalho e Previdência Social, do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Fat) e da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

Acesse no site de origem: Estudo analisa mercado de trabalho para negros (SEPPIR, 17/11/2015)

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