Viva Maria: “Guerreira” vence discriminação com orgulho pela raça negra

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Como na música Língua, de Caetano Veloso, aqui no Viva Maria não temos só Pátria, temos Mátria! E a festa deste 7 de setembro Paralímpico que desde as primeiras horas do dia acontece nas praças e avenidas desse nosso país guarda estreita sintonia com o canto, com a fala e com o grito de tantas mulheres que bravamente não se cansam de lutar por igualdade, justiça e liberdade.

(Radioagência Nacional, 07/09/2016 – acesse no site de origem)

Uma liberdade que tem no lamento da quebradeira quilombola Maria Antonia a dor de quem viveu a escravidão e a perversidade dos senhores que colocavam guizos no pescoço de sua avó para que ela não fugisse da senzala.

Lembrar da escravidão através do canto de Maria Antonia é visitar uma das páginas mais tristes da nossa história e, ao mesmo tempo, reescrever uma carta de alforria que, como algumas leis deste nosso Brasil, ainda não saiu do papel.


Por isso, Viva Maria faz questão de aproveitar este 7 de setembro para estimular a luta contra todas as formas de violência, de preconceito e discriminação. Precisamos acabar de uma vez por todas com o mito da democracia racial nesse Brasil.

Cento e noventa e quatro anos de independência ainda não foram suficientes para fazer com que algumas mulheres tenham vergonha do pé e da cor. Jurema Batista, codinome Guerreira, indicada ao Nobel da Paz em 2005, cansou de ser chamada de tisiu na rua e por causa disso se viu obrigada a disfarçar sua negritude, seu cabelo duro, por trás de uma peruca.

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