Sofreu assédio no Metrô? Saiba o que fazer

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(UOL, 01/04/2014) Comunicar uma agressão sofrida é a principal recomendação do metrô de São Paulo para as vítimas de ataques dentro do sistema. Quem se sente importunado deve avisar um agente de segurança ou um funcionário da companhia.

Pelo menos 22 casos de abusos foram registrados no transporte sobre trilhos de São Paulo nos primeiros três meses do ano. Houve, inclusive, um estupro em um trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

A prisão do agressor só acontece se houver flagrante. E o flagrante depende da comunicação da vítima.

O metrô conta com 1.200 agentes de segurança. Alguns trabalham à paisana nas plataformas e nos trens.

Os agentes têm poder de polícia. Ou seja, podem deter o suspeito e conduzi-lo à Delpom (Delegacia do Metropolitano), especializada em crimes nas áreas do Metrô e da CPTM.

“Quando uma denúncia é feita, toda uma rede proteção ao usuário do Metrô é acionada”, afirma Rubens Menezes, chefe do departamento de segurança da companhia.

Se o autor é identificado, os seguranças isolam a vítima. Para evitar constrangimentos, denunciante e suspeito são encaminhados à delegacia, situada na estação Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, em veículos diferentes.

Pedir ajuda

“Se a vítima está no trem e não tem como comunicar um funcionário imediatamente, tem que demonstrar claramente que está acontecendo algo anormal. É recomendável pedir ajudar a outros usuários”, diz Menezes.

“O autor do assédio tem um desvio de comportamento. Se o assédio é comunicado abertamente, ele fica inibido”, acrescenta.

O chefe de segurança acredita que o número de assediadores no Metrô seja pequeno, mas afirma que o assediador costuma insistir na prática e incomodar vários passageiros enquanto não é denunciado.

Os agentes de segurança têm a missão de procurar testemunhas quando uma denúncia é feita.

O metrô conta com câmeras nos trens novos e reformados. Nessas composições, há quatro câmeras por vagão. “No limite, podemos resgatar imagens para tentar identificar um suspeito.”

Menezes lembra, porém, que os casos de assédio não acontecem somente dentro dos vagões. Há ocorrências nas plataformas e nos acessos às estações.

O chefe de segurança da companhia recomenda que os usuários do Metrô mantenham, dentro das estações e dos trens, a atenção com seus objetos e com a aproximação de suspeitos.

Os passageiros do Metrô também podem fazer denúncias pelo SMS-Denúncia, enviando um torpedo para o celular 11-97333-2252. A companhia diz atender a ocorrência em até sete minutos. Na CPTM, o número do SMS-Denúncia é o 11-97150-4949.

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