Combater violência doméstica ‘não é de esquerda nem de direita’, diz Maria da Penha

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Símbolo da lei que faz 15 anos acha ‘totalmente esdrúxulo’ Bolsonaro defender armar mulheres

(Folha de São Paulo | 01/08/2021 | Por Angela Boldrini e Anna Virginia Balloussier)

BRASÍLIA e SÃO PAULO

Rotular o feminismo de progressista pode dar a falsa impressão de que combater a violência doméstica é uma questão ideológica, diz a mulher que deu nome a uma das mais importantes leis sobre o tema no mundo.

“O problema não é nem de esquerda nem de direita”, diz Maria da Penha Maia Fernandes, 76. Sua história motivou a criação de uma legislação que completa 15 anos neste sábado (7) e tenta blindar a mulher contra agressões de vários tipos —física, sexualpsicológica, moral e patrimonial.

Hoje, ela, que foi vítima de uma arma de fogo, vê como “um pensamento totalmente esdrúxulo” a defesa que o presidente Jair Bolsonaro faz de armar mulheres para que elas próprias revidem a um agressor.

A biofarmacêutica Maria da Penha dormia quando levou um tiro de escopeta na espinha dorsal, em 1983, aos 38 anos. Conheceu o autor do disparo nos anos 1970. Ela fazia mestrado na USP, onde o colombiano Marco Antonio Heredia Viveros era bolsista no curso de economia.

Casaram e tiveram três filhas. Quando as meninas tinham entre um e seis anos, o marido praticante de halterofilismo contou à polícia que lutou contra quatro assaltantes, e um deles teria atirado em Maria da Penha. Mentira, decidiu anos depois a Justiça.

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