Violência psicológica é crime, por Silvia Chakian

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Nova lei avança em relação à Maria da Penha ao permitir responsabilização em contextos que não recebiam resposta penal à altura, prevê detenção e multa e pode incidir sobre relações de trabalho; entenda

(Marie Claire | 19/10/2021 / Por Silvia Chakian)

“Eu preferia que meu ex-companheiro tivesse me batido na cara, porque estaria com as marcas roxas dessa agressão e vocês entenderiam meu sofrimento. Mas ele nunca me socou. Escolheu as humilhações e desqualificações, como ter me tratado, ao longo de 20 anos de convivência, pelo fato de eu ter uma perna mais curta que a outra e ter extraído uma mama após um câncer, de mula manca cancerosa, inclusive publicamente, perante familiares e amigos. O sofrimento que ele me causou, a diminuição da autoestima, os transtornos emocionais… isso vocês não costumam mensurar.”

Essa foi a fala emocionada de uma mulher perante juiz, Ministério Público, Defensoria e ex-companheiro, numa audiência em um processo de violência doméstica e familiar. A fala carregada de dor e constrangimento nunca me saiu da cabeça. É o exemplo claro de como a violência psicológica pode ser silenciosa, perversa e destruir a vida da mulher numa sociedade que ainda insiste em reduzir a percepção da violência doméstica às marcas de agressões físicas, exclusivamente.

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