‘Não há consentimento válido quando há violência’, por Silvia Chakian

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(Marie Claire | 03/05/2022 | Por Silvia Chakian)

Em fevereiro deste ano, a Austrália deu um exemplo para o mundo ao definir que, a partir de 2023, todas as escolas, desde o primário até o último ano, serão responsáveis por um ensino amplo sobre consentimento, com linguagem e abordagem apropriadas para cada faixa etária. Isso significa falar desde cedo sobre a noção de limites do corpo como estratégia de prevenção a abusos sexuais, assim como estereótipos de gênero, coerção e relações de poder. O avanço é fruto de intensa articulação do movimento fundado pela estudante e ativista Chanel Contos, o Teach.us Consent. Em suas redes sociais, Chanel indagou se algum seguidor ou pessoa próxima havia sofrido violência sexual no período escolar. Com a rápida resposta afirmativa de mais de 200 mil pessoas, ela impulsionou a inserção desse tema nos planos de educação.

Falar sobre consentimento não é fácil. Até mesmo no âmbito do direito, o tema suscita discussões. Mas é possível explicar noções básicas a todos – inclusive crianças e adolescentes, que podem contribuir não somente para a prevenção de abusos se­xuais, mas também para a construção de relacionamentos saudáveis,  pautados no diálogo, convergência de desejos e possibilidade de escolha.

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