Violência sexual em contexto de guerra: crimes que não têm graça, por Isabelle Gibson e Thaís Pinhata

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(Jota | 27/04/2022 | Por Isabelle Gibson e Thaís Pinhata)

No dia 11 de abril, o Conselho de Segurança na ONU debateu as consequências da Guerra da Ucrânia no tocante às mulheres e às crianças. Dessa forma, a chefe da ONU Mulheres salientou a dimensão de gênero do conflito, em razão dos relatos crescentes de violência sexual e tráfico de pessoas.

No dia seguinte, em São Paulo, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado aprovou a cassação de mandato do deputado Arthur do Val, vulgo Mamãe Falei, que após recente viagem à Ucrânia compartilhou áudios chocantes com seus amigos, nos quais se ouvia afirmações atrozes sobre as mulheres ucranianas refugiadas, destacando sua vulnerabilidade (“a fila das refugiadas, irmão. Imagina uma fila de sei lá, de 200 metros ou mais, só deusa”) e as possíveis vantagens sexuais que poderia obter a partir disso (“são fáceis, porque elas são pobres”), em meio ao terrível estado de calamidade causado pela atual guerra.

As falas expostas, bem como tantas outras proferidas na internet sobre as mulheres ucranianas em refúgio, trouxeram ao público um debate bastante sério sobre a vulnerabilidade da mulher em contextos de guerra e a amplitude — e descaso em relação a — (d)os crimes sexuais nestes mesmos contextos.

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