‘A violência contra a mulher é tragicamente democrática’, diz promotora Silvia Chakian

Marcha das Vadias 2015 Rio de Janeiro RJ Foto Mídia Ninja (2)

Marcha das Vadias 2015/ RJ. Foto: Mídia Ninja

24 de outubro, 2022 O Globo

Polícias Militares recebem uma ligação com denúncia de violência doméstica por minuto em todo o Brasil

(Aline Ribeiro/O Globo) A cada minuto, pelo menos um brasileiro ligou para o 190 das Polícias Militares denunciando casos de violência doméstica em 2021, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Foram cerca de 23 mil pedidos de ajuda a mais que no ano anterior, um acréscimo de 4%. Para dar conta da demanda crescente, o Ministério Público de São Paulo criou uma ouvidoria específica para atender mulheres que sofreram violências. À frente do canal de escuta, que acaba de completar um mês, está a promotora Silvia Chakian, de 47 anos. Mestre em Direito Penal, Silvia também coordena um núcleo de atendimento às vítimas no MP, responsável por ouvir, entre outras, as mulheres abusadas pelo empresário Thiago Brennand, que agrediu a modelo Helena Gomes em uma academia da capital paulista e já soma pelo menos mais 15 denúncias contra ele, inclusive de estupro.

Por que incluir a perspectiva de gênero na criação de uma ouvidoria?

A perspectiva de gênero nunca foi tão necessária, principalmente no contexto atual, em que a gente vê como a pandemia afetou desproporcionalmente meninas e mulheres. Entre outras coisas, vimos aumentar a violência sexual e doméstica, porque, isoladas dentro de casa, elas ficaram sob o controle dos próprios agressores, sem que os espaços de controle estivessem funcionando corretamente.

Que tipos de denúncias são mais frequentes?

As de violências praticadas por pessoas do convívio da vítima, familiares, parceiros e ex-parceiros. A maioria dos pedidos que chegam é de ajuda para medidas protetivas de urgência, não só vindos da própria vítima, mas também de terceiros. Isso é positivo, porque revela um amadurecimento da sociedade de se entender parte do problema.

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