Desigualdade de gênero só acabará em 2276, diz Fórum Econômico Mundial

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Houve melhora na área política e retrocesso nas questões de trabalho

(Folha de S.Paulo, 16/12/2019 – acesse no site de origem)

desigualdade de gênero no local de trabalho aumentou este ano e, nesse ritmo, teremos que esperar 257 anos para alcançar a paridade, alertou o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês).

Em seu relatório anual sobre igualdade no mundo, o órgão com sede em Genebra registrou melhorias em todas as áreas, exceto na trabalhista.

O estudo, elaborado em 153 países, contempla a paridade entre homens e mulheres nas áreas de saúde, educação, trabalho e política, embora ressalte que levará 99,5 anos para alcançar uma paridade média global, em comparação com 108 do ano passado.

Os países nórdicos continuam a dar o exemplo em termos de igualdade. A Islândia ainda é o país mais igualitário do mundo, seguido pela Noruega, Finlândia e Suécia. Entre as outras dez principais economias estão Nicarágua, Nova Zelândia, Irlanda, Espanha, Ruanda e Alemanha.

Segundo o relatório, o avanço neste ano pode ser atribuído em grande parte ao aumento significativo do número de mulheres na política.

As áreas da escolaridade e da saúde estão bem próximas da paridade (96,1% e 95,7% respectivamente).

Já quando o assunto é mercado de trabalho, o indicador não é dos melhores. Apesar da diferença ser menor do que era há 15 anos, a desigualdade subiu em 2019 chegando a 257 anos, contra os 202 do ano anterior, com uma diferença salarial global de 40%.

O relatório atribui essa disparidade econômica à “baixa proporção de mulheres em cargos gerenciais, ao congelamento de seus salários e à sua baixa participação na força de trabalho e na renda”.

A situação geral de paridade difere, no entanto, de acordo com países e regiões.

Por regiões, a Europa Ocidental é a mais avançada em termos de paridade pelo 14º ano consecutivo, já compensando 77% das diferenças entre os sexos, embora, na taxa atual, demore 54 anos para alcançar a igualdade.

A região da América Latina e do Caribe precisará de 59 anos para atingir a paridade. A África Subsaariana, 95 anos. A América do Norte, onde as diferenças de gênero melhoraram no Canadá, mas pioraram nos Estados Unidos (que caíram duas posições no ranking, passando de 51º para 53º), levará 151 anos.

Síria, Paquistão, Iraque e Iêmen mostram as diferenças de gênero mais acentuadas entre os países analisados e, entre as 20 principais economias do mundo, a Alemanha ocupa a melhor posição no ranking de igualdade de gênero, na décima posição, seguida pela França (15ª) , Canadá (19ª) e Grã-Bretanha (21ª).

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