Mulheres, negros e pobres percebem aumento maior da violência contra mulher em SP

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Rede Nossa SP aponta que 74% dos paulistanos sentem que a cidade está mais perigosa para mulheres; entre população negra, o número sobe para 81%

(Ponte, 04/03/2020 – acesse na íntegra no site de origem)

Os registros de violência contra a mulher cresceram na capital paulista no último ano e, com eles, a percepção da população de que a cidade está mais violenta para elas. Segundo a nova pesquisa “Viver em SP Mulher”, da Rede Nossa SP em parceria com o Ibope, 74% dos paulistanos acreditam que casos de assédio sexual e violência de gênero vêm aumentando na cidade. Entre as mulheres, 82% notam o crescimento, enquanto para os homens, a mesma percepção parte de 64% deles.

Os dados do relatório, lançado nesta quarta-feira (4/3), encontram respaldo nos números divulgados no final de janeiro pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), que mostram um crescimento de 48,2% nos registros de feminicídio (de 29 para 43) e 2,8% nos casos de estupro (de 2.590 para 2.663) no município entre 2018 e 2019.

O estudo revela ainda uma discrepância na percepção de insegurança entre pessoas de diferentes classes sociais, raças e escolaridade. Entre os que se declararam pretos ou pardos, 81% notam o aumento em casos de assédio e violência sexual, ao passo em que entre os brancos o número cai para 69%.

No grupo daqueles com renda familiar de até dois salários mínimos, a evolução da violência é notada por 79%. Para quem ganha mais de cinco salários, 61% tem a mesma percepção. Já entre as pessoas das classes “D/E” e que completaram até o ensino fundamental, 89% e 85% notam crescimento nos crimes, respectivamente. Tanto para os participantes da classe “A” como para aqueles com ensino superior completo, o número cai para 64%.

Acesse a reportagem na integra no site da Ponte

Por Manuela Rached Pereira, especial para Ponte

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