Mulheres sob ameaça, por Flávia Oliveira

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O Brasil avançou no arcabouço legal, com as leis Maria da Pena e do Feminicídio. Mas ainda deve o compromisso inegociável de pôr fim à violência de gênero

A pandemia que escancarou desigualdades sociais históricas também tirou das sombras o ambiente de violência de gênero que acossa as brasileiras. O confinamento doméstico indicado como prevenção ao novo coronavírus trouxe como colateral uma escalada de abuso e assédio, agressão e assassinato. Dados alarmantes foram apresentados ao país numa indispensável edição extraordinária do Anuário Brasileiro da Segurança Pública, que acompanhou o rastro das ocorrências no primeiro semestre, pico do isolamento social. Não são novidades a brutalidade contra meninas, jovens e mulheres nem a tolerância social que a cerca. O que 2020 trouxe de anormal foram a incidência galopante durante a mais grave crise sanitária em um século, a indignação de setores da sociedade e a indiferença de um governo atracado à necropolítica.

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