Não à violência obstétrica

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Mulheres, médicos, doulas e um filme com falas de famosos contam histórias de partos traumáticos e sublimes

(Universa, 04/10/2018 – acesse a íntegra no site de origem)

Mais de 55% das grávidas brasileiras têm seus filhos por meio de cesareanas. A Organização Mundial da Saúde considera saudável ter até 15% desses procedimentos por ano. Por aqui, a taxa chega a 88% na rede privada de saúde, campeã mundial dessas cirurgias. Segundo especialistas, cesáreas feitas sem necessidade são um dos casos típicos de violência obstétrica.

Mas esse tipo de agressão à mãe e ao bebê pode começar no pré-natal, acontecer na hora do parto, pelas consultas de pós-parto e em modos psicológicos, verbais e físicos. Uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo, “Mulheres nos espaços público e privado brasileiros”, feita em 2010 com mulheres que tiveram filhos de parto normal pelo SUS e pela rede privada, mostra que uma em cada quatro mulheres são vítimas dessa violência. Os números, além de não terem melhorado significativamente nos dias de hoje, são ainda mais assustadores quando olhados com lupa. É o que garante, por exemplo, a bióloga Ligia Moreira Senas, doutora em saúde coletiva, e consultora do filme “O Renascimento do Parto”.

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