NósOutras: evento cultural integra debates sobre feminismo e violações contra a mulher no sistema de justiça criminal – São Paulo/SP, 04 a 07/05/2016

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Rodas de conversa, música, oficinas e bazar compõem programação gratuita e 100% realizada por mulheres

Entre os dias 4 e 7 de maio, às vésperas do Dia das Mães, acontece, na Matilha Cultural, a programação “NósOutras – Nenhuma Fica para Trás”, que vai integrar os debates das redes feministas às pautas de violações institucionais de gênero, especialmente dentro do sistema de justiça criminal.

No marco dos 10 anos dos crimes de maio de 2006, que deu origem ao movimento Mães de Maio, o evento reunirá mães que perderam seus filhos em execuções policiais, pesquisadoras, ativistas, comunicadoras e interessadas em debater violência policial, encarceramento feminino e a relação entre gênero, raça e a política de guerra às drogas. Apresentações musicais de DJs e MCs, oficinas com blogueiras feministas sobre transexualidade, dança, cabelo, sling e um bazar com mais de 15 expositoras de roupas, comidas vegetarianas, acessórios, tatuagem e arte completam a programação (veja abaixo).

“O objetivo é promover um espaço de fortalecimento de ações e de diálogo entre pessoas, redes e instituições que atuem com pautas feministas, anti-racistas, contra a violência policial e a seletividade penal e por uma cultura ampla de direitos humanos”, afirma Rebeca Lerer, da Anistia Internacional.

Parte da campanha Jovem Negro Vivo, “NósOutras” é uma iniciativa da Anistia Internacional e acontece em parceria com o movimento Mães de Maio, o ITTC (Instituto Terra, Trabalho e Cidadania), a INNPD (Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas) e a Matilha Cultural.

O evento é idealizado e produzido por uma equipe formada apenas por mulheres, incluindo palestrantes convidadas, expositoras, oficineiras, produtoras, assessoras, djs, mcs, fotógrafas, designers e técnicas de som. O evento é gratuito e uma parcela da renda das vendas do bazar será destinada ao movimento Mães de Maio.

PROGRAMAÇÃO

Quarta, dia 04/05

Roda de conversa: 19h-20h30- “Mulheres em luto: as Mães de Maio e a violência policial “, com Debora Maria (Mães de Maio/SP), Irone Santiago (Rede de Mães Contra a Violência/RJ) e Renata Neder (Anistia Internacional)

Pocket shows:

18h30 MC Lei Di Dai

20h30 Karina Buhr

21h10 DJ Pathy De Jesus

Sexta, dia 06/05

Debate: 16h–18h: “Encarceramento Feminino”, com Lucia Sestokas (ITTC), Quéli Nacif, Natália Padovani e Luciana Zaffalon (mais detalhes em breve)

Debate e lançamento da INNPD em São Paulo: 18:30h – 21:30h – “Guerra às Drogas: uma guerra contra muheres pretas”, com Nathália Oliveira (INNPD), Dina Alves (mais detalhes em breve)

DJs (17h-21h)

MC Souto

Vivian Marques

Cashu

Show (21h-22h)

Liga do Funk com Mc Cacau Rocha, Mc Nicky, Mc Niih, Mc Mano Feu e Mc Ysa.

Sábado, dia 07/05

Oficina I: 14h-18h- Blogueiras com Vanessa Rodrigues e Jarid Arraes: Roda de conversa propositiva sobre pauta de produção de conteúdo dos temas discutidos no evento e ações futuras, com a ideia de dar mais enfoque no assunto entre blogueiras feministas.

15h-16h- Oficina II: Sling (a confirmar)

16h-17h – Oficina III: Oficina de Tullmas bolivianas: Coletivo Base Warmis Convergência de Culturas de mulheres imigrantes

Roda de conversa: 18h30-20h30-  “Travestilidade e Transexualidade”,com Ariel Nolasco sobre realidades e experiências de mulheres trans e travestis dentro da perspectiva de marcadores sociais como gênero, raça e classe.

DJs (14h-22h)

  • Mya Rovick (Burkamina)

  • Ju Mineira

  • Nat Jako

  • Astrid Hage

  • Nanã e Lioness Venturah

  • Gabi Ubaldo

  • Yule Mansur

Bazar NósOutras – Sexta (06) e Sábado (07), das 12h-22h

MIRA ME – é uma marca de acessórios criada em 2015 pela artista plástica Mira Serrer Rufo. A produção é artesanal e as peças são únicas.

ANGELICA PEREZ- Coxinhas Veganas

TROPICAL WEAR E À DOR AMORES/MARCITA – Roupas exclusivas e lingeries

AS MARIPOSAS- Cenários e figurinos, oficinas de arte e produtos de tecido.

NORI HELENA (patchwork) Patchwork &Cia.- Trabalhos de tecido 100 por cento algodão: bolsas, bolsas térmicas, necessaires, mochilas.

Tamikuā Txihi Pataxó – artesanato indígena e pintura  corporal

JULIA PRATA – TERRA: consméticos elaborados a partir de matérias na sua forma mais natural, sem interferência das grandes indústrias.

ESTHER ANDRADE – Artista visual autodidata que aborda temas espirituais, femininos, herméticos, científicos, sociais e soniais @aleluia_brecho

RAQUEL BLAQUE – com Creative Commes : Coletivo de gastronomia com práticas em comida de rua, freeganismo, cozinha experimental, ancestral e aberta.

ADRIANA TERRA-  zines e publicações independentes

EVELYN GOMES – produtos da índia

JULIANA AKINA –  mesa de prints de diversas artistas.

AUREAR – Artesanatos com reuso dos matérias naturais e reciclados, lata, tecido, madeira, semente, pedraria, fita.

SANDRA KIKO –  trabalho e cartonagem, papel cinza revestido com tecido 100% algodão usados em acessórios femininos e caixas.

” O HTZ – tattoo estúdio (Hysterikaz) – estúdio de tatuagem, body piercing, design de sobrancelhas e Tarot, formado apenas por mulheres.

TATHY ALVES – Totatyando ( botas e brechó)

HELOIZA MACRINI –  Needles & Pins (bordados)

RENATA LOPES – Colares Cristais da Cura confeccionados manualmente com cristais e pedras em esferas de diferentes diâmetros

ARI ADNE- Trabalho com kirie, técnica japonesa de recorte em papel.

Serviço

Data: 4, 6 e 7 de maio de 2016

Local: Matilha Cultural

R Rego Freitas, 542 – República

Entrada: livre e gratuita

Informações para a Imprensa

Mariana Oliveira – Anistia Internacional

Tel: + 55 21 3174 8627 Cel: + 55 21 9 9730 3617

E-mail: [email protected]br Twitter: @AInaRedacao

Patricia Rabello – Matilha Cultural

[email protected]

Nathália Oliveira – Iniciativa Negra

[email protected]

Ana Luisa – ITTC

[email protected]

Parcerias

Anistia Internacional – Desde novembro de 2014, a Anistia Internacional promove a campanha Jovem Negro Vivo, que denuncia os altos índices de homicídios entre jovens negros moradores de periferia no Brasil. Em 2012, 56 mil pessoas foram assassinadas no país; 30 mil eram jovens entre 15 e 29 anos, dos quais 77% eram negros. Em agosto de 2015, a Anistia lançou o relatório “Você Matou meu Filho: Homícidios praticados pela Polícia na Cidade do Rio de Janeiro”, detalhando execuções extrajudiciais cometidas pela polícia carioca. O trabalho de acompanhamento das mães dessas vítimas em sua busca por memória e justiça é parte integral da campanha. www.anistia.org.br

Movimento Mães de Maio – Movimento independente formado por mães após a morte de mais de 530 pessoas no período de uma semana em maio de 2006 no Estado de São Paulo. Debora Silva Maria, fundadora do movimento, perdeu o filho morto pela polícia no dia 15 de maio de 2006. Ela relata: “Foi uma retaliação da polícia contra a periferia, um dia de caos e toque de recolher na capital paulista. A população saiu mais cedo do trabalho e foi para casa. O toque de recolher foi dado pela polícia, não pelo crime organizado. A polícia não queria a população na rua. Para ela, quem estivesse na rua, era inimigo da polícia. E o meu filho foi reconhecido como inimigo da polícia, porque ele estava na rua no dia em que eles fizeram o toque de recolher”. – Mães de Maio na luta por Memória, Verdade e Justiça- www.facebook.com/maes.demaio

ITTC- O Instituto Terra Trabalho e Cidadania é uma ONG criada em 1997 que trabalha na defesa dos direitos fundamentais de pessoas em situação de conflito com a lei, especialmente mulheres encarceradas. O ITTC promove estudos e publicações com projetos de acompanhamento da situação carcerária no estado de São Paulo, além da manutenção de contato constante com órgãos públicos e organizações privadas de forma a reunir esforços no sentido de elaborar politicas públicas baseadas nos Direitos Humanos site: www.ittc.org.br

INNPD – A Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas (INNPD) é uma articulação  em rede de  movimentos sociais negros, sociedade civil, organizações não governamentais, coletivos negros e intelectuais com atuações diversas na temática racial. Nossa missão é ampliar a discussão sobre política de drogas com centralidade na questão racial, dando visibilidade aos efeitos perversos dessa atual política sobre parcela significativa da população negra brasileira, sobretudo jovens. Nesse sentido, a INNPD visa construir estratégias conjuntas de combate ao racismo institucional justificado na Guerra as Drogas por conta da ilegalidade da circulação de determinadas substâncias, que atinge o povo negro de forma majoritária tanto em sua letalidade, quanto no alto índice de encarceramento de homens e mulheres e na degradação de pessoas em situação de rua. Saiba mais: www.iniciativanegra.org

Matilha Cultural –  É uma entidade independente e sem fins lucrativos instalada em um edifício de três andares, localizado no centro de São Paulo. Integra um espaço expositivo, sala multiuso, café, além de um cinema com 68 lugares. Fruto do ideal de um coletivo formado por profissionais de diferentes áreas, a Matilha foi aberta em maio de 2009 e tem como principais objetivos apoiar e divulgar produções culturais e iniciativas socioambientais do Brasil e do mundo.Toda programação da Matilha Cultural é gratuita ou a preços populares. www.matilhacultural.com.br

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