Banco Mundial alerta para desigualdade entre mulheres brasileiras

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Novo relatório mostra que origem étnica e localização geográfica ainda determinam quem terá mais oportunidades econômicas e acesso a direitos; Dia Internacional da Mulher foi comemorado em 8 de março.

Um novo estudo do Banco Mundial revela como as diferenças raciais e geográficas impactam as mulheres brasileiras em aspectos como acesso a direitos, oportunidades econômicas e uso de serviços públicos.

(Rádio ONU, 22/03/2017 – acesse no site de origem)

O relatório ainda destaca que as políticas para promover a igualdade de gênero podem ser mais eficazes se levarem em conta as necessidades das mulheres indígenas e afrodescendentes, em especial as do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Leia mais: Relatório da ONU aponta desafio mundial para igualar homens e mulheres

Saúde materna

A equipe chegou a essa conclusão depois de analisar dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), entre outras fontes.

Segundo a cientista social Miriam Müller, que liderou o grupo, o Brasil evoluiu em uma série de aspectos, como acesso à educação e saúde materna, mas os benefícios não foram iguais para todas as mulheres.

“As mulheres brasileiras não estão experimentando progresso em todas as áreas da vida. As oportunidades econômicas são uma área onde ainda há muito a ser feito. Ao longo da última década, por exemplo, as disparidades entre homens e mulheres na participação no mercado de trabalho mudaram muito pouco.”

Alfabetização

Em 35 anos, o Brasil conseguiu, por exemplo, fazer com que mulheres e homens jovens tenham quase o mesmo percentual de alfabetização. Já o índice de mortalidade materna caiu, entre 1990 e 2013, de 120 para 69 a cada 100 mil nascidos vivos.

O problema é que os avanços se deram principalmente entre a população branca e das regiões Sul e Sudeste. As mulheres brancas têm, por exemplo, 9,1 anos de escolaridade, contra 7,7 anos das negras e pardas.

Mortalidade materna

Já quando o assunto é mortalidade materna, as diferenças geográficas chamam a atenção. Em Santa Catarina, por exemplo, são 36,9 óbitos por 100.000 nascidos vivos, contra 101,8 no Piauí.

O relatório do Banco Mundial alerta que essas e outras disparidades são um grande obstáculo ao desenvolvimento do país. E, por isso, precisam ser resolvidas com urgência.

Mariana Ceratti, de Brasília, para a ONU News.
*Reportagem do Banco Mundial Brasil.

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