Checagem de dados é medida contra boatos e discurso de ódio nas eleições, dizem especialista e ativista pelos direitos das mulheres

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Websérie documental #Brasil5050, da ONU Mulheres Brasil, revela anseios de especialistas, ativistas e parlamentares pela democracia paritária, incentivo às candidaturas de mulheres, responsabilidade de partidos políticos, alerta ao eleitorado brasileiro para voto consciente e caracterização da violência política

(ONU Mulheres, 28/08/2018 – acesse no site de origem)

Desinformação, boatos e discurso de ódio estão mais frequentes nas eleições no Brasil e no mundo. Envolvem novas temáticas, alcançam públicos volumosos e afetam reputações por meio das novas tecnologias de comunicação e informação.

Para as eleições 2018, agências de notícias, veículos de comunicação e empresas de tecnologia têm investido na checagem de dados e informações, em busca da prestação de serviço público à cidadania. A movimentação pretende reduzir influências negativas em candidaturas e na decisão do voto de mais de 147 milhões de eleitores e eleitoras.

Uma das profissionais envolvidas é Flávia Campuzano, jornalista da Agência Lupa. Em em vídeo sobre as eleições 2018 da websérie #Brasil5050, da ONU Mulheres Brasil, ela conta o porquê da preocupação com a temática de gênero. “A causa feminista independente de partido ou posição política é uma causa global. A gente percebe que são causas com ataques muito fortes, principalmente dentro das redes”, assinala.

Nas eleições 2018, a Agência Lupa é parceira do Facebook para combater as chamadas fake news (desinformação ou notícias falsas). “O objetivo é que o alcance desses ataques e das notícias falsas sejam diminuídas dentro da rede”, explica Campuzano. A jornalista chama atenção para plataformas como grupos de mensagens por celular, nos quais há mais “propagação de notícias falsas, porque são grupos com controle menor, normalmente da família e do trabalho. Boatos e ataques se alastram muito rápido”.

Outro aspecto é a checagem de propostas de candidatos e candidatas em relação às políticas para as mulheres. “A partir da série Sobre Elas [especial da Agência Lupa sobre as “promessas de campanhas” das eleições 2016], a causa das mulheres se tornou premente nas eleições 2018 e, com a importância que tem, a representatividade das mulheres no parlamento. A Lupa fará um trabalho também olhando as declarações de candidatos e candidatas em relação às pautas femininas”, completa.

Pensar em eleições também é pensar sobre a produção e a circulação do discurso de ódio. De acordo com Thânisia Cruz, integrante da Articulação Nacional das Negras Jovens Feministas e membra do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030, parceiro da ONU Mulheres, “o discurso de ódio tem aumentado e se alastrado no contexto brasileiro”. Segundo a jovem ativista, isso “afeta famílias de todas as classes e origens” e enfrentar essa prática é se comprometer com “informações claras, objetivas e de representatividade”.

#Brasil5050: paridade de gênero na política – Parte das expectativas das mulheres brasileiras para as eleições 2018 e pela igualdade de gênero na política – especialistas em política, gênero, raça, parlamentares e ativistas – são o mote da websérie documental #Brasil5050, da ONU Mulheres Brasil, com cerca de 90 depoimentos que serão publicados nas redes sociais da ONU Mulheres Brasil e do projeto Cidade 50-50 até o final do ano. Os episódios revelam: anseio pela democracia paritária por meio de um #Brasil5050, incentivo às candidaturas de mulheres, responsabilidade de partidos políticos, alerta ao eleitorado brasileiro para voto consciente e caracterização da violência política.

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