Com creches fechadas na pandemia, participação de mulheres no mercado de trabalho é a menor desde 1990

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Sem ter onde deixar os filhos por conta da pandemia, trabalhadoras enfrentam sobrecarga de tarefas domésticas e têm de deixar emprego para cuidar da família

(G1 | 05/09/2020| Por Patrícia Basilio)

A auxiliar administrativa Ana Beatriz Rodrigues, 32 anos, tinha acabado de completar quatro anos em um escritório advocatício paulista em maio quando teve de pedir demissão para cuidar da filha Isabella, de 11 meses. Ela faz parte de um grupo de milhares de mães brasileiras que precisam trabalhar, mas não têm com quem deixar os filhos por conta do fechamento de creches e escolas infantis pela pandemia do novo coronavírus.
“Meu chefe queria que eu trabalhasse das 9h30 às 18h30 porque queria me ver no escritório. Sugeri trabalhar quatro horas por dia presencialmente e o restante em casa para poder deixar minha filha com a minha mãe, mas ele não aceitou”, disse ela, que é diabética e hipertensa.
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