16/06/2011 – Lésbicas fundam igreja evangélica para acolher ‘escorraçados pela intolerância’

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(Folha de S.Paulo/G1) No centro de São Paulo, igreja evangélica fundada por mulheres homossexuais quer acolher “escorraçados pela intolerância”. Leia abaixo trechos da matéria da repórter Laura Capriglione, do jornal Folha de S.Paulo: 

“Lanna Holder, a ex-lésbica, ex-drogada e ex-alcoólotra pregadora evangélica, era a prova cabal do poder curador de Deus na vida dos que nele creem…”

“Surpresa: em vez dos testemunhos de como se curou da “praga gay”, Lanna Holder rendeu-se à homossexualidade. Ela tem até uma companheira na empreitada, a pastora e cantora gospel Rosania Rocha, 38.” 

“As duas estão juntas há cinco anos, desde que largaram os maridos e oficializaram seus divórcios. No tempo em que era o troféu da fé, Lanna lidou com o que hoje chama de “culpa extrema”. “Eu pregava o que desejava que acontecesse comigo.”  

Evangelização na Parada LGBT 

Lanna e Rosania pretendem participar da 15ª Parada LGBT de São Paulo, em 26 de junho, para “evangelizar” os participantes. Estudantes de assuntos ligados à teologia e a questões sexuais, as mulheres encaram a Parada como um movimento que deixou de lado o propósito de sua origem: o de lutar pelos direitos dos homossexuais.

Para a pastora, há no movimento “promiscuidade e uso excessivo de drogas”. “A maior concepção dos homossexuais que estão fora da igreja é que, se Deus não me aceita, já estou no inferno e vou acabar com minha vida. Então ele cheira, se prostitui, se droga porque já se sente perdido. A gente quer mostrar o contrário, que eles têm algo maravilhoso para fazer da vida deles. Ser gay não é ser promíscuo”, diz Lana.

Para Leandro Rodrigues, um dos organizadores da Parada LGBT, o evento “jamais perdeu o viés político ao longo dos anos”. “O fato de reunir 3 milhões de pessoas já é um ato político por si só. A parada nunca deixou de ser um ato de reivindicação pelos direitos humanos. As conquistas dos últimos anos mostram isso.” 

Leia na íntegra:  

Lésbicas de Cristo (Folha de S.Paulo – 16/06/2011) 
Pastoras lésbicas querem fazer ‘evangelização’ na Parada Gay de SP (G1 – 16/06/2011)   

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