26/08/2011 – Grávidas esperam horas para conseguir vaga em maternidade com leitos vazios

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(O Globo) Enquanto grávidas aguardavam vagas, a sala do pré-parto da Maternidade Municipal Alexander Fleming (RJ) tinha seis dos seus 12 leitos vazios. Segundo a reportagem do jornal O Globo, na ocasião, a maternidade do Hospital Municipal Paulino Werneck, na Ilha do Governador, tinha dez de seus 13 leitos vazios.

Segundo funcionários da Alexander Fleming, por falta obstetras e pediatras, a maternidade vinha fechando as portas às terças e sextas-feiras à noite. Além disso, a unidade fechava um dia no fim de semana, por 24 horas. Há cerca de duas semanas, numa terça-feira à noite, uma vistoria da Comissão de Saúde da Câmara encontrou dois obstetras e um pediatra de plantão. Durante a vistoria, o presidente da Comissão de Saúde, Carlos Eduardo de Mattos (PSB), exigiu a internação de três grávidas que há horas aguardavam atendimento.

A Comissão de Saúde enviará relatórios com a situação das maternidades ao Ministério Público e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ).

A deficiência no atendimento às gestantes é agravada pela falta de médicos. Em alguns partos, enfermeiros fazem o trabalho de obstetras, porque os médicos estão ocupados com outras gestantes.

A maternidade do Hospital Paulino Werneck tem fechado as portas aos domingos e segundas-feiras à noite, além dos sábados, por 24 horas. Com 70% dos leitos ociosos, a unidade – que já fez 150 partos por mês – não ultrapassa 30 procedimentos agora.

A carência de profissionais nas maternidades públicas é vista com preocupação pela presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio e vice-presidente do Cremerj, Vera Fonseca. Segundo ela, a equipe mínima para um parto normal seguro é de dois obstetras, um pediatra e um anestesista.

A Secretaria municipal de Saúde informou que a Maternidade Alexander Fleming e a do Paulino Werneck têm redução de pessoal devido a licenças médicas e aposentadorias.

Assista ao vídeo sobre a vistoria da Comissão de Saúde da Câmara

Veja a notícia completa: Falta de profissionais em unidades públicas leva grávidas a esperarem até 9 horas para conseguir leitos (O Globo – 26/08/2011)

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