Agência da ONU divulga sessão de perguntas e respostas sobre o zika e suas consequências

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(ONU Brasil, 17/05/2016) A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) realizou neste mês encontro com especialistas do governo federal para discutir novas alternativas de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor do vírus zika, dengue e chikungunya. Confira aqui sessão de “Perguntas e Respostas” elaborada pela representação da OPAS/OMS no Brasil, com as informações mais atuais sobre zika e suas consequências.

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) realizou neste mês o primeiro encontro de um grupo de trabalho com especialistas do Ministério da Saúde e de instituições de ensino internacionais para discutir novas alternativas de combate ao Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão do vírus zika, dengue e chikungunya.

Confira abaixo sessão de “Perguntas e Respostas” elaborada pela representação da OPAS/OMS no Brasil, com as informações mais atuais sobre zika e suas consequências.

Como o vírus zika é transmitido?

O Aedes aegypti é o vetor transmissor do vírus zika, dengue, chikungunya e febre amarela. A transmissão acontece por meio da picada do mosquito infectado. O horário de maior atividade do Aedes é no início da manhã e ao entardecer. Sendo assim, esses são os períodos com maior risco de picadas.

O vírus zika pode ser transmitido durante a relação sexual?

Sim. Para evitar esse tipo de transmissão, é recomendado o uso de preservativos femininos ou masculinos em toda relação sexual, inclusive no caso de mulheres gestantes. A escolha de engravidar, e quando engravidar, é da mulher. Caso não queira ter um filho, busque métodos contraceptivos em unidades básicas de saúde.

Como o mosquito se reproduz? É possível combater sua proliferação?

O Aedes é um mosquito de vida doméstica, ou seja, vive no interior e nos arredores de domicílios. Dessa forma, ele se reproduz em qualquer recipiente artificial ou natural que armazene água limpa e parada. O combate à proliferação é um dever de todos. É necessário limpar potes de vasos de plantas e vasilhames na parte externa do domicílio, tampar tanques e caixas d’água, evitar o acúmulo de lixo e desentupir calhas e ralos que impeçam o escoamento de água.

Sou mulher, tive uma relação sexual sem proteção e estou preocupada com a possibilidade de estar infectada com o vírus. Como devo agir?

Em geral, a pílula do dia seguinte e outros métodos contraceptivos são distribuídos gratuitamente nas unidades básicas de saúde do Brasil, sem que seja necessária qualquer explicação. Os profissionais desses estabelecimentos também oferecem orientação sobre reprodução e direitos sexuais.

A mulher grávida infectada pode passar a doença para o bebê?

Sim. A transmissão do vírus zika da mãe para o bebê pode acontecer durante a gravidez e no momento do parto. Caso uma gestante ache que foi exposta ao zika, deve consultar o serviço de saúde para que a gravidez seja acompanhada de perto. O acesso adequado às consultas de pré-natal em áreas com circulação do vírus é muito importante.

Estou grávida. Como posso me proteger?

Se você está grávida, deve seguir as mesmas medidas que a população em geral. Entre elas, cobrir a pele com roupas de mangas compridas, calças e chapéus; dormir em locais protegidos por mosqueteiros; usar telas nas janelas e portas para reduzir o contato com mosquitos. Não existe vacina contra o vírus zika, por isso, a prevenção é a melhor forma de evitar a transmissão. Durante relações sexuais, é importante também a utilização de preservativos para evitar a transmissão por meio de fluidos corporais.

Mulheres infectadas com o vírus podem amamentar?

Podem. As mães com infecção suspeita, provável ou confirmada pelo vírus, durante a gravidez ou depois do parto, devem receber o apoio profissional dos cuidadores para iniciarem e manterem a amamentação, como todas as outras mães. Nos casos em que o bebê está ou possa estar infectado, o aleitamento também deve ser feito normalmente.

Existe alguma relação entre o vírus zika e a microcefalia?

Sim, há consenso científico de que a infecção pelo vírus zika durante a gravidez pode causar microcefalia em crianças. O vírus também foi associado à Síndrome de Guillain-Barré e outros distúrbios.

As vacinas para gestantes causam microcefalia?

Não. São falsos os boatos associando vacinas para gestantes com microcefalia. A vacinação é um ato preventivo de promoção e proteção da saúde, que beneficia a mãe e o bebê.

O repelente é um meio de prevenção eficaz?

Sim. Além de todas as outras medidas de prevenção já citadas, é recomendado o uso de repelentes de insetos às pessoas que vivem em áreas com transmissão do vírus. No caso de gestantes, os repelentes que contêm o princípio ativo DEET (N N-dietil-3-metilbenzamida), IR3535 (3-[N-acetil-N-butil]-éster etil ácido aminopropiónico) ou Icaridina (ácido-1 piperidinecarboxílico, 2-(2-hidroxietil)-1-metilpropilester) podem ser aplicados na pele exposta e devem ser usados em conformidade com as instruções do rótulo do produto.

Quais são os sintomas causados pelo vírus zika?

Febre baixa, vermelhidão na pele e coceira costumam aparecer alguns dias após a picada do mosquito infectado. Conjuntivite, dor de cabeça e dores nas articulações também são indícios da doença — sintomas que geralmente duram de 2 a 7 dias.

Como a doença é diagnosticada e tratada?

O diagnóstico é baseado nos sintomas e no histórico recente do paciente. Testes laboratoriais podem confirmar a presença do vírus no sangue. Entretanto, os resultados podem não ser confiáveis, pois é possível que o vírus reaja de forma cruzada com outros vírus, como a dengue, por exemplo. O tratamento envolve medicamentos para dor e febre, descanso e hidratação.

Acesse no site de origem: Agência da ONU divulga sessão de perguntas e respostas sobre o zika e suas consequências (ONU Brasil, 17/05/2016)

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