Alice Walker celebra as mulheres negras e defende o direito ao aborto na Flip

04 de dezembro, 2021

Autora de ‘A Cor Púrpura’ dividiu mesa emocionante com Conceição Evaristo neste sábado

(Folha de S. Paulo | 04/12/2021 | Por Walter Porto)

SÃO PAULO

As afinidades eram tantas que parece que a mesa da Flip que aconteceu neste sábado foi só o empurrãozinho que faltava para um encontro que deveria acontecer de qualquer jeito entre a americana Alice Walker e a brasileira Conceição Evaristo.

O principal mote da conversa foram os modos de se manifestar literariamente como mulher negra —tanto as maneiras de abrir portas comumente emperradas quanto os desafios de fazer jus a uma herança cultural de muitas gerações que foram silenciadas.

“Não importa o que as pessoas digam sobre você ou o quanto elas queiram que se cale, seu trabalho como mulher negra é lembrar por que você está neste mundo e florescer com ele”, disse Walker, lembrando que seu maior sucesso, “A Cor Púrpura”, foi severamente atacado mesmo depois de torná-la a primeira negra a vencer o Pulitzer de ficção.

“Percebi que, antes de reclamar que as pessoas não entendiam meu dom, eu deveria fundar minha própria editora e publicar outras mulheres. Antes da pergunta ‘por que não somos publicadas?’ vem ‘podemos publicar a nós mesmas?’.”

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