Barreiras invisíveis impedem meninas e mulheres de acessar o aborto legal

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Nos últimos meses, as discussões sobre o direito endureceram no Brasil. É preciso falar também sobre o peso que carrega quem mantém a gestação

(Cláudia | 22/10/2020 | Por Letícia Paiva)

Nas mãos, a menina carregava um urso de pelúcia. Aos 10 anos, estava grávida de 22 semanas e quatro dias, consequência dos estupros repetidos do tio desde os 6 anos. Ela rejeitava a gestação, chorava, não queria dar à luz. O episódio aconteceu em agosto e ganhou destaque na mídia, mas mesmo após um aparente desfecho, as discussões e reações desencadeadas por ele continuam. Na época, foi solicitado pelo Ministério Público o aborto induzido para interromper a gravidez. Um juiz do
Espírito Santo autorizou o procedimento sob justicativa de estupro e do risco de morte, mas o hospital em que a garota estava internada, que tem serviço de
atendimento a sobreviventes de violência sexual, não aceitou fazê-lo. Alegaram que a idade gestacional ultrapassava a autorizada. Com isso, ela foi transferida para outro hospital, em Recife, que garantiu seu direito – em meio a protestos na porta, a criança precisou chegar escondida no porta-malas de um carro.

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