Brasil e outros países das Américas ‘prestaram serviço ao mundo’ lutando contra o zika, destaca OMS

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Perigos envolvendo a epidemia do vírus levaram nações das Américas a somarem esforços de prevenção. Cooperação colocou países na dianteira da pesquisa

(Organização das Nações Unidas, 27/09/2016 – Acesse no site de origem)

Em sessão de abertura do 55º Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), na segunda-feira (26), representantes de Estados-membros e das Nações Unidas celebraram a cooperação regional entre países das Américas, onde a gravidade da epidemia de zika ao longo dos últimos 12 meses levou governos a somarem esforços de pesquisa e prevenção.

“Além da resposta aos surtos, os países contribuíram em grande medida para a compreensão científica do vírus, suas formas de transmissão e suas consequências, especialmente para o feto em desenvolvimento”, afirmou a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan.

A chefe da agência da ONU elogiou as estratégias adotadas pelo Brasil e outros Estados, ressaltando que a região das Américas “prestou um serviço ao resto do mundo”.

“Por causa da investigação de vocês, as evidências científicas confirmaram uma associação causal entre a infecção por zika durante a gravidez e a microcefalia e outras anomalias congênitas graves”, acrescentou em mensagem às autoridades nacionais de saúde presentes no encontro.

Chan disse ainda que os olhos do planeta estarão voltados para a região quando surgirem dúvidas sobre a eficácia das novas tecnologias de controle das populações de mosquitos, como o uso da bactéria Wolbachia.

Outros desafios de saúde

Ainda na cerimônia de abertura, Burwell alertou para os perigos crescentes envolvendo o uso de drogas, sobretudo nos Estados Unidos, e também a overdose de medicamentos prescritos e opiáceos ilíticos. A representante do estado norte-americano pediu mais iniciativas de cooperação para mitigar os riscos desses problemas de saúde.

Já Etienne lembrou de outros desafios que as Américas enfrentaram no último ano, incluindo o terremoto no Equador, tempestades tropicais no Caribe e inundações e secas provocadas pelo fenômeno climático El Niño. Desastres naturais como esses exigiram a criação de programas específicos por governos nacionais e pela própria OPAS.

Outros obstáculos ao bem-estar de toda a população americana envolvem também o aumento da resistência de agentes patogênicos a medicamentos antimicrobianos, a desigualdade socioeconômica e o envelhecimento da população.

“A construção de uns poucos hospitais a mais não vai produzir, por si só, uma melhor saúde para qualquer nação”, disse a chefe da OPAS. “Devemos revisar nossas estruturas do sistema de saúde e financiamento se quisermos alcançar um progresso tangível rumo ao acesso universal à saúde.”

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