Como e por que atletas mulheres estão se engajando na luta pelo direito de abortar

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Medalhista olímpica contou sua história e incentiva movimento que associa o direito ao aborto à possibilidade de sucesso esportivo

(O Globo | 27/09/2021 | Por Kurt Streeter, do New York Times)

Crissy Perham nunca tinha falado publicamente sobre sua escolha. Em 31 anos, Perham, três vezes medalhista olímpica, disse a apenas algumas pessoas como era estar grávida sendo uma aluna esforçada no segundo ano da faculdade e decidir fazer um aborto. Ela se calou sobre a liberdade e a segunda chance que o fim da gravidez lhe deu. Não disse nada sobre como isso ajudou a pavimentar o caminho para uma carreira de nadadora e o sucesso que ela experimentou quando tudo isso acabou. Mas agora, segundo ela, falar é uma obrigação.

— Tenho 51 anos e não deveria ficar envergonhada com a decisão que tomei sobre minha saúde reprodutiva. Ninguém mais deveria sentir-se envergonhado e constrangido de contar suas histórias, como costuma acontecer. Especialmente com tanto em jogo — Perham disse em uma entrevista ao New York Times na semana passada.

Perham foi procurada porque ela era uma das mais de 500 atletas que entraram com uma petição inusitada na Suprema Corte dos EUA na semana passada: uma demonstração ousada de apoio aos direitos reprodutivos em um caso pendente que poderia levar ao desmantelamento do caso Roe contra Wade, a decisão do tribunal superior tomada há 48 anos que legalizou o aborto em todos os estados.

Uma versão resumida da história de Perham é contada no briefing —  apoiado por um amplo elenco que conta com atletas universitários anônimos, atletas olímpicos do passado e do presente, estrelas conhecidas como Megan Rapinoe e Sue Bird.

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