Consulta ginecológica após violência sexual deve ser local de acolhimento

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(Viva Bem – UOL  | 01/12/2021 / Por Larissa Cassiano)

Se você que está lendo este texto e já sofreu alguma forma violência sexual, deixo aqui meu acolhimento. Espero que esse texto de alguma forma possa ajudar e trazer uma nova perspectiva para as consultas ginecológicas.

A violência sexual é um problema de saúde pública mundial, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a violência sexual é um conjunto de atos sexuais ou tentativa de obtê-los. Em estudos é possível observar que 35% das mulheres do mundo já sofreram algum tipo de violência sexual e após esse acontecimento muitas sofrem impacto psicológico, emocional e social.

Neste cenário, temos o pós-violência de pessoas que precisam de acompanhamento ginecológico, mas como seguir?

Após um abuso ou violência, o toque, seja, sexual, sentimental ou de profissionais de saúde, pode ser muito complexo para várias pessoas. Ter esse contato após um trauma pode fazer emergir sentimentos que apenas quem está vivenciando consegue dimensionar. Não existe um limite ou uma régua que nivele esse sentimento.

Para cada um conversar sobre isso depende de pontos como tempo, intimidade com o profissional, local, entre outros, mas, por mais complexa que essa ida ao consultório seja, não desista dela, se um profissional não foi empático, não deixe o seu cuidado de lado, busque profissionais dispostos não apenas a examinar, mas também a acolher e ouvir. Tem situações que a conversa pode mudar o rumo da consulta e deixar o ambiente mais suave.

Algumas condutas podem ser propostas e feitas para auxiliar. Por exemplo, no momento da consulta saber se o profissional colhe o papanicolau na própria consulta, pode ser favorável para evitar um segundo exame ginecológico.

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