Seminário A Mulher e a Mídia aprofunda o debate sobre zika e os direitos das mulheres

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(Agência Patrícia Galvão, 25/04/2016) O 9º Seminário A Mulher e a Mídia, realizado em 22 e 23 de abril, em São Paulo, teve como objetivo aprofundar o debate sobre a epidemia do vírus zika e os direitos das mulheres, grávidas ou não, e o papel da mídia nesse contexto (saiba mais sobre a programação e conheça as painelistas e debatedoras do evento).

 

Confira abaixo a cobertura dos debates:

A voz das mulheres, sobretudo negras e jovens, precisa estar no centro da resposta ao zika no Brasil (Géssica Brandino/Agência Patrícia Galvão, 22/04/2016)

Especialistas criticam violação dos direitos reprodutivos e de acesso à informação na epidemia de zika (Luciana Araújo/Agência Patrícia Galvão, 22/04/2016)

Simplificação do debate sobre a síndrome do zika viola direitos fundamentais, afirmam especialistas (Tainah Fernandes / Agência Patrícia Galvão, 23/04/2016)

A sociedade precisa entender que as mulheres grávidas na epidemia de zika vivem uma situação de tortura (Luciana Araújo/Agência Patrícia Galvão, 23/04/2016)

 

Ao longo do evento teve destaque em todas as mesas a urgência em qualificar a produção de informações e as políticas públicas para por fim às violações que vêm sendo impostas especialmente às mulheres em meio à emergência global. O debate sobre como os fatores de desigualdade estruturantes da sociedade brasileira, especialmente o racismo, impactam as populações mais afetadas pela disseminação do vírus também foi muito marcante durante o Seminário.

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Abertura do Seminário com Nilcéa Freire, representante da Fundação Ford no Brasil, Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres no Brasil e Jacira Melo, diretora-executiva do Instituto Patrícia Galvão (Foto: Luciana Araujo/Agência Patrícia Galvão)

Promovido pelo Instituto Patrícia Galvão, com apoio da Fundação Ford e parceria com a ONU Mulheres, o evento reuniu 200 especialistas de organizações nacionais e internacionais com foco em direitos reprodutivos, comunicação, saúde, direito e bioética.

“O chamado de emergência global da OMS sobre a epidemia de Zika tem a ver com a vida de milhares de mulheres e esse contexto exige mobilização, articulação e oportunidades de debates qualificados. Essa é a grande intenção do Mulher e Mídia: ser um espaço para a construção coletiva de pensamento, que faz toda a diferença para nossa atuação política”, ressaltou a diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo.

Nilcéa Freire, representante da Fundação Ford no Brasil e uma das idealizadoras da série de seminários A Mulher e a Mídia, destacou a importância da continuidade do evento, que chega a sua nona edição. “O Mulher e Mídia tem sido um momento de aprofundamento das nossas reflexões, especialmente no cenário em que estamos vivendo. O zika é um dos mais democráticos dos vírus e nos coloca em um momento de incertezas. A partir deste Seminário vamos ter a possibilidade de montar uma estratégia para fazer face à epidemia do zika vírus no Brasil.”

Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres no Brasil, chamou atenção para a necessidade de influenciar o discurso sobre o zika vírus, em que o direito das mulheres está quase sendo esquecido. “Isso não é uma questão de mosquitos, mas de pessoas que estão sofrendo, que estão doentes. É essencial ter essa discussão para posicionar todos os direitos das mulheres, inclusive os direitos sexuais e reprodutivos, que têm uma resposta ameaçada”.

Vídeos dos painéis

Os vídeos editados dos painéis e entrevistas realizadas durante o evento serão disponibilizados em breve no canal da Agência Patrícia Galvão do YouTube. Por ora, assista aqui aos vídeos da 9ª edição do Seminário Nacional A Mulher e a Mídia

 

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