Mortalidade materna em tempos de pandemia, por Paula Sant’Anna M. de Souza e Lívia Martins Salomão Brodbeck

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Gestantes e puérperas não foram incluídas no grupo prioritário da vacinação

(Folha de S.Paulo | 23/02/2021 | Por Paula Sant’Anna M. de Souza e Lívia Martins Salomão Brodbeck)

Em julho de 2020 duas pesquisas científicas confirmaram o que muitas mulheres brasileiras já sabiam desde a epidemia do zika vírus: ser gestante, pobre e negra durante uma emergência de saúde é ser invisível, não ter direito à assistência de saúde de qualidade e morrer por isso.

O International Journal of Gynecology ​and Obstetrics divulgou que 124 mulheres grávidas e puérperas (pós-parto) morreram no Brasil por questões relacionadas à Covid-19 entre fevereiro e junho, o que corresponde a 77% dessas mortes no mundo.

A revista científica Clinical Infectious Diseases, da Universidade de Oxford, concluiu que a probabilidade de uma mulher negra e gestante morrer por Covid-19 é de 17%, enquanto entre as mulheres brancas é de 8,9%. Outros estudos disponíveis sugerem que grávidas com sintomas de Covid-19 têm risco aumentando de doença mais grave em comparação com mulheres não grávidas.

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