Mulheres e meninas estão “ficando para trás” na luta contra HIV na África

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(Rádio ONU, 10/06/2015) Relatório da ONU mostra que na região Subsaariana doenças relacionadas à Aids foram as principais causas de morte entre mulheres e meninas em idade reprodutiva; em 2013, as meninas representaram 74% das novas infecções de HIV entre adolescentes.

Um novo relatório da ONU em parceria com a União Africana mostrou que apesar dos avanços globais na luta contra a Aids, mulheres e meninas na África estão ficando para trás no combate à epidemia.

Segundo o Programa Conjunto sobre HIV/Aids, Unaids, na região Subsaariana as doenças relacionadas ao vírus representam a principal causa de morte entre mulheres e meninas em idade reprodutiva.

Novas Infecções

Em 2013, o documento afirma que as meninas representaram 74% das novas infecções com HIV entre adolescentes africanos.

A ONU diz que as jovens mulheres e as meninas adolescentes acabam contraindo o HIV, em média, entre cinco a sete anos antes do que os meninos.

Além disso, a prevalência do HIV entre as mulheres pode chegar a sete vezes mais do que entre os homens.

A diretora-regional do Unaids para a África Oriental e Austral, Sheila Tlou, afirmou que “na ausência de uma vacina, as melhores opções disponíveis para combater o problema são: acabar com a violência de gênero, manter as meninas nas escolas e empoderar mulheres e adolescentes”.

Compromissos

O relatório da ONU e da União Africana cita três compromissos políticos que devem ser adotados para avançar com os direitos e o empoderamento de mulheres e meninas no continente africano.

O primeiro é acabar com novas infecções de HIV entre jovens mulheres e meninas para que a Aids deixe de ser a maior causa de mortes entre os adolescentes.

O segundo compromisso se refere ao empoderamento do grupo através da educação sexual e, por último, evitar infecções com HIV entre crianças e manter as mães vivas.

Edgard Junior

Acesse no site de origem: Mulheres e meninas estão “ficando para trás” na luta contra HIV na África (Rádio ONU, 10/06/2015)

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