Por que a epidemia ainda aumenta entre as mulheres? Existe articulação entre os fenômenos da interiorização e da feminização da Aids no país?

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image_pdfPDF

pautaids_miniApós a primeira fase da epidemia, em que predominavam as infecções entre homossexuais masculinos, e a segunda fase, em que se destacou a transmissão por meio do uso de drogas injetáveis, a terceira fase, que começou nos anos 90 e dura até hoje, apresenta o predomínio da prática heterossexual como forma principal – e praticamente única – de transmissão do HIV para as mulheres.

A pesquisa Contextos de Vulnerabilidade para o HIV entre Mulheres Brasileiras destaca que o fato de a mulher ter menos escolaridade que o homem contribui para aumentar sua vulnerabilidade à infecção pelo HIV, “entendida esta menor escolaridade como proxy de uma condição sócio-econômica menos privilegiada e, ainda, uma maior proporção de mulheres que apresentam como categoria de exposição para o HIV o fato de seus parceiros terem múltiplas parceiras sexuais”.

Saiba mais sobre esse estudo, realizado por uma equipe de pesquisadores de diversas instituições, como Naila Seabra Santos e Elvira Filipe, do CRTDST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde (SP), Regina Barbosa e Tirza Aidar, do Nepo/Unicamp, Adriana Pinho, da ENSP/Fiocruz e Wilza Villela, do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Unifesp:

Estudo mostra baixa percepção das mulheres sobre o risco de infecção pelo HIV

Acesse a Pesquisa Contextos de Vulnerabilidade ao HIV entre Mulheres Brasileiras, 2009

Leia também:

Casos de Aids em mulheres com mais de 50 anos quase dobra em 10 anos (Portal G1 – 26/11/09)

Indicação de fontes:

Alexandre Grangeiro – médico e pesquisador
Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP
São Paulo/SP
(11) 3061-7076
Fala sobre: políticas de Aids; segmentos vulneráveis

Naila Seabra Santos – médica e pesquisadora
CRT-DST/Aids – Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
São Paulo/SP
(11) 5087-9911
Fala sobre: saúde pública; políticas de Aids; prevenção, controle, diagnóstico e tratamento

Regina Barbosa – médica e pesquisadora
Núcleo de Estudos de População da Unicamp
São Paulo/SP
(19) 3521-5907
[email protected]
Fala sobre: saúde coletiva; políticas de Aids; prevenção, controle, diagnóstico e tratamento da Aids entre mulheres

Wilza Villela – médica e pesquisadora da Unifesp
Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Unifesp
São Paulo/SP
(11) 5572-0609
[email protected]
Fala sobre: políticas de Aids; vulnerabilidade das mulheres ao HIV

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