Por direito de mulheres, grupo ocupa praça do Hospital Pérola Byington e impede vigília contra aborto de extremistas religiosos

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Praça é estratégica aos dois grupos por ficar diante de hospital público que é referência na capital paulista em fazer abortos nos casos previstos pela legislação brasileira.

(G1 SP | 22/09/2021 | Por Bárbara Muniz Vieira)

A praça em frente ao Hospital Pérola Byington, no Bexiga, região central da capital paulista, foi palco na manhã desta quarta-feira (22) de uma discussão entre um grupo a favor dos direitos das mulheres e outro que é contrário ao aborto mesmo nos casos previstos por lei.

O local escolhido pelos dois movimentos é estratégico. O Pérola Byington é um centro público de referência no atendimento a mulheres vítimas de violência e lá são realizados abortos nos três casos previstos pela lei brasileira: estupro, gestação de fetos anencéfalos ou gravidez com risco de morte para a mãe.

De um lado, estavam moradores do bairro que iniciaram, por volta de 7h, a ocupação batizada de “Primavera da Solidariedade”, com o objetivo de ajudar a população de rua local e também impedir o outro grupo de ocupar a praça. Eles obtiveram uma autorização da Subprefeitura da Sé para ocupar o local por 40 dias e manter por lá atividades, como aulas de yoga e xadrez, exposição de arte e fornecimento de refeições.

Do outro, estava um grupo de extremistas religiosos que planejavam ocupar a praça com o evento “40 dias pela vida”, uma espécie de vigília para rezar contra o aborto. De origem texana, nos EUA, a campanha é uma alusão ao tempo em que Jesus Cristo ficou no deserto em jejum e oração e sob tentações. De acordo com o site oficial da campanha, o movimento já aconteceu em 63 países com a ajuda de voluntários.

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