Regra da Anvisa restringe acesso ao misoprostol e prolonga o sofrimento de mulheres

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Reportagem produzida com o apoio do Instituto Patrícia Galvão alerta: regra complica fornecimento do misoprostol, medicamento para o aborto legal seguro, para unidades de saúde do país

(El País Brasil, 22/02/2020 – acesse na íntegra no site de origem)

[…] O misoprostol, conhecido popularmente no Brasil pela marca Cytotec e atualmente vendido sob o nome Prostokos pela empresa Hebron, é um medicamento essencial para a saúde das mulheres. Pode ser usado na indução do parto com feto vivo ou morto, na prevenção e no tratamento da hemorragia pós-parto, no tratamento de aborto incompleto, provocado ou espontâneo, e na interrupção da gravidez. No país, está registrado para uso hospitalar em todos esses casos, exceto para hemorragia pós-parto.

Apesar da sua ampla utilização internacionalmente e de ser o fármaco mais estudado e investigado no campo da saúde sexual e reprodutiva no mundo, segundo relatório da OMS, no Brasil o medicamento ainda é cercado de estigmas. “O misoprostol tem que deixar de ser visto apenas como abortivo, ele tem que ser visto como um medicamento que salva a vida de mulheres”, afirma Maria Esther Vilela, médica e coordenadora geral de Saúde das Mulheres do Ministério da Saúde de 2011 a 2017. […]

Por Jennifer Morel e Thaine Machado

Clique aqui para ler na íntegra esta reportagem, produzida com o apoio do edital Jornalismo Investigativo em Direitos Humanos, Aborto e Saúde Pública, uma parceria do Instituto Patrícia Galvão, Abraji e GHS.

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