ONU Mulheres destaca o legado da feminista latino-americana Haydée Birgin

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(ONU Mulheres, 15/05/2014) Feminista incansável na defesa dos direitos das mulheres. Esse é o legado da advogada e socióloga argentina Haydée Birgin, falecida na manhã de 13 de maio, aos 75 anos, em Buenos Aires. Egressa no feminismo, na década de 1960, por influência da historiadora espanhola e ativista Marysa Navarro, Birgin foi uma das primeiras especialistas da América Latina a perceber a violência contra as mulheres para além do crime. Dedicou-se a articular leis de prevenção à violência contra as mulheres e meninas, assim como a luta contra a impunidade dos agressores.

Em sua trajetória de ativismo político e especialista de gênero, Haydée Birgin foi colaboradora constante do Unifem e da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, contribuindo para a disseminação de conhecimento e o trabalho em redes feministas. Para a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, “Haydée Birgin foi uma mulher forte e determinada em mudar a realidade das latino-americanas no acesso à justiça e na construção de direitos pelo feminismo. É aguerrida e inspiradora a sua trajetória mesmo nesse momento em que o sentimento de perda prevalece nas mulheres da região”.

Feminista argentina, destacou-se pela contribuição na área da justiça, enfrentamento à violência e promoção dos direitos das mulheres

A diretora regional da ONU Mulheres, Moni Pizani, destaca o legado da feminista argentina para as Américas. “Haydée Birgin é um exemplo para as latino-americanas pela sua capacidade de constituir parcerias e envolver as pessoas em favor dos direitos das mulheres. Por sua competência, conseguiu estabelecer um diálogo objetivo com a justiça e incidir em leis que beneficiam as argentinas. Um trabalho concreto e objetivo que estimulou conquistas em outros países da região”, considera Pizani.

Caminhada feminista – Birgin defendeu o empoderamento econômico das mulheres, a divisão de cuidados familiares entre homens e mulheres, principalmente, o investimento em políticas públicas de cuidados para creches e jardins de infância. Atuou obstinadamente em favor dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Levantou-se contra a ditadura argentina, sendo exilada política no México. Nos anos 1970, onde conheceu a feminista mexicana Marta Lamas e atuou no bloco Aliança Popular Revolucionária.

No regresso à Argentina, fundou a organização Lugar de Mulher. Mobilizou-se notavelmente, em 1975, nos debates em torno da 1ª Conferência Mundial sobre as Mulheres, realizada na Cidade do México, e do Ano Internacional da Mulher, ambos realizados pelas Nações Unidas.

Na Argentina, um dos grandes legados de Haydée Birgin é atribuído à criação da Equipe Latino-americana de Justiça e Gênero (ELA), em 2003. Na organização, Birgin e suas companheiras foram decisivas na incidência de políticas públicas por meio de litígios estratégicos e do trabalho em rede, com o objetivo de alcançar a autonomia plena das mulheres e a participação igualitária em todas as esferas da vida.

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