Cota para mulheres impulsiona candidaturas à vice, mas homens seguem no controle das cabeças de chapa

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Especialistas alertam que estratégia é usada para que financiamento destinado à candidatura feminina acabe sendo utilizado, na verdade, pelo cabeça de chapa masculino

(El País | 13/11/2020 | Por Heloísa Mendonça)

As mulheres são há anos a maioria da população e do eleitorado brasileiro, mas continuam sendo minoria na política, nos espaços de poder e nas tomadas de decisão no Brasil. Apesar das eleições municipais de 2020 terem registrado um recorde na quantidade de candidatas na disputa, 187.023 em todo o país — contra 158.450 das eleições passadas ―, o número representa ainda apenas um terço das candidaturas (33.6%), muito aquém da paridade entre homens e mulheres desejável. O avanço na comparação com o pleito municipal de 2016, segundo especialistas, pode ser principalmente um reflexo dos incrementos na legislação de cotas eleitorais, que prevê pelo menos 30% de candidaturas no partido para cada sexo. Criada em 1997, a lei começou efetivamente a funcionar nos últimos anos, quando passou a explicitamente determinar o preenchimento dessas candidaturas femininas.

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