Cresce número de mulheres nas Câmaras das 10 maiores capitais do País

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Proporção de vereadoras chega a 15% nas Casas Legislativas. Curitiba e SP lideram ranking

(R7, 04/10/2016 – acesse no site de origem)

O número de mulheres nas Câmaras Municipais das dez maiores capitais brasileiras cresceu nesta eleição. Ao todo, elas ocuparão, a partir de 1º de janeiro, 63 das 422 cadeiras das Casas legislativas das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, Manaus, Curitiba, Recife, Porto Alegre e Goiânia. Atualmente, as mulheres possuem 50 postos.

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Com isso, a representação feminina nas Câmaras das principais capitais do País saltará de 12% para 15%. A taxa de mulheres eleitas, no entanto, ainda é bastante inferior à de mulheres candidatas, que gira em torno de 30% por conta da legislação eleitoral.

Na maior Câmara Municipal do País, a de São Paulo, com 55 postos, mais que dobrou o número de mulheres foram eleitas. Até o final deste ano, cinco mulheres ocupam os cargos. A partir do ano que vem, serão 11 vereadoras.

O número de mulheres na Câmara da capital paulista representa 20% das 55 cadeiras (a segunda maior proporção entre as 10 principais capitais, perdendo apenas para Curitiba).

Em Salvador, o número de vereadoras também mais que dobrou. No ano de 2012, foram eleitas apenas cinco mulheres. Este ano, foram eleitas oito — o que equivale a 19% das 43 cadeiras da Câmara da cidade.

Em Belo Horizonte, quatro vereadoras ocuparão, cada uma delas, uma das 41 cadeiras da Câmara da cidade — a proporção de mulheres entre os parlamentares da Casa legislativa chegará, então, a 10% do total. Até este ano, havia apenas uma vereadora na capital mineira.

Em Curitiba, o número de mulheres na Câmara, composta por 38 cadeiras, em 2012, era de cinco. Agora, com as novas eleições, o número passou para oito — 21% do total de postos.

Em Goiânia, o número de mulheres na Câmara aumentará das atuais quatro para cinco no ano que vem, chegando a 14% das 35 cadeiras da cidade.

Recife e Porto Alegre: número estável

No Recife, o número de vereadoras que assumirão uma das 39 cadeiras da Câmara Municipal a partir de 2017 permanecerá o mesmo do atual: seis (15% do total). O que chama a atenção na cidade, no entanto, foi o desempenho das candidatas: cinco delas estão no grupo dos dez vereadores mais votados da cidade.

Em Porto Alegre, quatro mulheres foram eleitas para o próximo mandato no Legislativo de Porto Alegre — equivalente a 11% das 36 cadeiras locais. O número é idêntico ao da atual composição da Câmara. Entre todos os candidatos, a mais votada foi uma mulher: Fernanda Melchionna, do PSOL.

Rio, Fortaleza e Manaus: queda

O Rio de Janeiro, por sua vez, verá o número de mulheres entre os 51 vereadores cair a partir de 1º de janeiro. Em 2012, foram eleitas oito mulheres. Neste ano, as eleitas foram sete (14% do total).

Outra grande cidade em que a participação feminina na Câmara perdeu força foi Fortaleza. Seis mulheres foram eleitas para ocupar uma das 43 cadeiras do parlamento local a partir do ano que vem (também 14% do total). Até este ano, havia sete vereadoras na Casa.

Em Manaus, o número de vereadoras também diminuiu: passou de cinco para quatro, ou 10% dos 41 postos da Câmara da cidade. Ao lado de Belo Horizonte, a capital do Amazonas terá, entre as 10 maiores capitais do País, a menor proporção de mulheres.

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