Eleição de mulher negra não beneficia só mulheres negras, diz cientista política

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(Folha de S. Paulo| 06/03/2022 | Por Tayguara Ribeiro)

Embora as mulheres negras sejam o maior grupo demográfico do país e representem 28% da população brasileira, elas estão sub-representadas nos cargos políticos. Na Câmara e no Senado, por exemplo, existem apenas 14 parlamentares negras, o que corresponde a pouco mais de 2% das cadeiras do Congresso Nacional.

Para tentar mudar essa realidade surgiu em 2018 o Movimento Mulheres Negras Decidem, coordenado atualmente pela cientista política Tainah Pereira, 28. “Nós estamos empenhadas em fazer um debate mais sofisticado sobre a questão das identidades. Afastar da mídia essa ideia de que eleição de pessoas negras, eleição de pessoas LGBTQIA+ tem a ver com identitarismo ou com fazer políticas apenas para aquele grupo social”, afirma.

​Assim como outros coletivos, como o Vote Nelas e Vamos Juntas, que pretendem incentivar a participação política feminina que é baixa e tem pouco espaço, de forma geral, o projeto promove encontros para discussão sobre o funcionamento do sistema político, debates e espaços de formação.

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