Maioria vê igualdade para homem e mulher no Senado

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(Jornal do Senado, 27/03/2014) Homens e mulheres que trabalham no Senado têm as mesmas oportunidades de crescimento profissional, segundo 65% dos servidores que responderam à enquete sobre equidade de gênero feita pelo DataSenado entre 25 de fevereiro e 14 de março. Os dados iniciais do trabalho foram divulgados ontem pelo assessor especial da Secretaria da Transparência, Thiago Costa, durante o debate “Gênero, trabalho e família: as várias jornadas da mulher moderna”. O evento, no Auditório do Interlegis, foi promovido pelo Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça do Senado, em parceria com a Procuradoria da Mulher da instituição.

Participaram do evento sobre equidade de gênero no Auditório do Interlegis 69 representantes de diversos órgãos Foto: Waldemir Barreto

Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), procuradora especial da Mulher no Senado, observou que a Casa é hoje “uma referência no Brasil na discussão de políticas afirmativas para mulheres no Poder Legislativo”. Os resultados totais da enquete, que ouviu 387 pessoas, serão divulgados hoje.

Segundo os organizadores do encontro no Interlegis, o objetivo foi contribuir para a reflexão dos colaboradores e da sociedade sobre o uso adequado do tempo, tendo como olhar o gênero nas relações de trabalho.

A diretora-geral-adjunta do Senado, Ilana Trombka, confirmou que a Casa pretende dar novos passos na direção da igualdade de oportunidades. Uma das ações é a implantação de uma sala de amamentação.

— O Senado busca resgatar uma dívida histórica com as mulheres, que demoraram mais para poder votar, para trabalhar e, talvez por isso, ainda tenham pouca representação na política — disse Ilana.

Thiago Costa antecipou também que há diferenças na percepção masculina e feminina sobre como a condição materna afeta a profissão.

— Entre as entrevistadas, 39% avaliam que mulheres com filhos pequenos não estão em condições de igualdade com os homens de serem convidadas para assumir uma chefia. Entre os homens, apenas 16% consideram que existe tal disparidade.

Também participaram do debate a professora de antropologia da Universidade de Brasília (UnB) Lia Zanotta, a pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Natália Fontoura e a secretária de Políticas do Trabalho da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Tatau Godinho. A consultora do Núcleo Social do Senado Cleide Lemos fez a mediação.

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