16/11/09 – O drama de Erundina

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not_pol“A ex-prefeita torna-se uma exceção: está condenada a devolver R$ 350 mil aos cofres públicos e não ficou rica com a política”. Assim começa a matéria que revista IstoÉ publicou sobre a condenação da deputada por malversação de recursos públicos, ao ter mandado imprimir cartazes explicando para a população de São Paulo porque os ônibus iriam parar em apoio a uma greve convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central Geral dos Trabalhadores (CGT), em março de 1989, em protesto contra o Plano Verão.

E a repórter Larissa Domingos continua: “Erundina é quase uma exceção no sombrio universo político brasileiro. Independentemente de suas posições ideológicas, a ex-prefeita nunca teve em seu currículo escândalos de corrupção, tão comuns no País. Talvez uma das maiores provas disso sejam os parcos bens que Erundina acumulou ao longo de sua vida: um apartamento simples de 80 metros quadrados na zona sul de São Paulo e dois carros populares – um Palio 97 e um Gol 2004 – bastante rodados. Sua situação é bem diferente da de alguns de seus antecessores na Prefeitura de São Paulo”.

Aos 75 anos, 51 deles dedicados à política, a deputada do PSB agora depende da ajuda de amigos para arrecadar a quantia devida até o meio do ano que vem. A ação, que já corria há mais de vinte anos, foi encerrada e não cabe mais recurso.

E a reportagem prossegue: “Na segunda-feira 9, a provável mais pobre ex-prefeita de São Paulo contou com a ajuda dos amigos para não ter que vender seu apartamento e os dois carros para quitar suas dívidas com a Justiça. Um grupo de amigos organizou um jantar em homenagem à deputada federal. Cerca de 350 pessoas compareceram e pagaram R$ 100,00. O jantar rendeu cerca de R$ 35 mil à ex-prefeita, ou 10% da dívida.”

Foto: Marlene Bergamo - Folha Imagem
Apoio:
Erundina no evento para arrecadar recursos: ajuda de amigos

Acesse a íntegra dessa matéria em pdf: IstoÉ – 18/11/09

Indicação de fontes:

Eleonora Menicucci – socióloga e professora da Unifesp
Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp
São Paulo/SP
              (11) 5572-0609        – r. 261 / 9196-9413 – [email protected]
Fala sobre: política, corrupção e mulheres na política

Guacira César de Oliveira – socióloga
Cfemea – Centro Feminista de Estudos e Assessoria
Brasília/DF
              (61) 3224-1791       [email protected]
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