Número de mulheres eleitas para comandar prefeituras em 2017 é menor do que as ocupantes do cargo atualmente

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O último censo do IBGE aponta que as mulheres são a maioria da população brasileira (51%). Mas a superioridade numérica não se repetiu nas urnas nas eleições municipais de 2016. Pelo contrário, a quantidade de mulheres eleitas ficou um pouco abaixo dos cargos alcançados em 2012.

(SPM, 31/10/2016 – acesse no site de origem)

No primeiro turno, realizado no dia 2 de outubro, 5.509 municípios decidiram quem vai comandar as prefeituras nos próximos quatro anos. Desse total, apenas 639 cidades terão mulheres no comando (11,6%). Em 2012, foram 11,9%. Entre as capitais brasileiras, só Boa Vista (RR) elegeu uma chefe de Executivo. Teresa Surita assume o cargo no próximo ano.

Quando a apuração do segundo turno foi encerrada, na noite de ontem (30), o resultado não trouxe avanços para o universo feminino. Eram 114 candidatos concorrendo em 18 capitais e 39 municípios com mais de 200 mil eleitores. Dessas 57 localidades que foram às urnas duas vezes para escolher o prefeito, apenas uma mulher foi eleita: Raquel Lyra, que venceu a eleição para a Prefeitura de Caruaru.

“A participação feminina nos cargos de decisão política ainda é acanhada, considerando a superioridade numérica das mulheres em relação aos homens, no Brasil”, avalia a secretária especial de Políticas para as Mulheres, do Ministério da Justiça, Fátima Pelaes.

Embora a legislação garanta a inscrição de 30% de candidatas mulheres, o resultado eleitoral indica que há uma enorme distância entre a intenção de possibilitar mais chances de poder às mulheres e a realidade vivida pelas candidatas brasileiras. Pelaes defende que o aumento da participação feminina na política está diretamente ligado à conscientização da sociedade, à revisão de conceitos machistas, à ampliação de apoio dos partidos para as candidaturas femininas e ao reconhecimento de aptidões intelectuais idênticas entre homens e mulheres.

Comunicação Social

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