Viva Maria: A perversa realidade política da baixa representatividade feminina

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Acabei de chegar de Mato Grosso, capital Cuiabá! A única em nosso país que não elegeu mulheres para o cargo de vereador, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

(Radioagência Nacional, 01/11/2016 – acesse no site de origem)

Cheguei a comentar o fato na Rádio Progresso de Alta Floresta, que leva nossa voz a todo o nortão. Alô, Alô, Antônia, do Projeto de Assentamento – PDS São Paulo! Muito obrigada pela acolhida. Mas voltando ao assunto de hoje, todas as 25 vagas da Câmara de Cuiabá, no próximo mandato, serão preenchidas por homens.


A legislatura atual conta com a presença de uma mulher – a vereadora Lueci Ramos, do PSDB. E é só. Mas Cuiabá não está sozinha. Apesar de terem eleito mulheres, as demais capitais terão proporções baixas de vereadoras a partir de janeiro do ano que vem. Salvo Natal, cidade com a maior representatividade feminina. Oito das 29 vagas da Câmara Municipal vão ser ocupadas por mulheres. Isso significa 28% do total de vereadores, índice bem abaixo da proporção encontrada na população do país, em que 51,4% dos brasileiros são mulheres.

Leia mais:
Reforma política pode alterar cota de 30% para mulheres nas eleições (O Estado de S. Paulo, 03/11/2016)
O que atrapalha o avanço da participação feminina na política brasileira? (HuffPost Brasil, 01/11/2016)
Vanessa quer incluir debate sobre participação da mulher na reforma política (Agência Senado, 01/11/2016)

No segundo turno, a presença das mulheres nas prefeituras também foi muito pequena. Apenas uma das 57 cidades que tiveram segundo turno no último domingo elegeu uma mulher para a prefeitura. As candidatas eram minoria nas disputas nesta etapa do pleito, com apenas seis representantes. Dessas, apenas Raquel Lyra (PSDB) teve êxito nas urnas, em Caruaru (PE). Vai ser a primeira mulher a governar o município pernambucano. Meno Male! Diante desse quadro tão desalentador, vamos ouvir a Agência Patrícia Galvão, na pessoa de sua Diretora Jacira Melo, que aprofunda agora as possíveis razões para a pergunta que estamos todos a nos fazer: definitivamente, política tem gênero?

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