28/02/2011 – Dados do Rio Como Vamos mostram que mulheres ainda não conquistaram plenamente o mercado de trabalho ( Globo)

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(O Globo) “Dados do Sistema de Indicadores do Rio Como Vamos (RCV) mostram que, no emprego formal da capital em 2009, o salário médio das trabalhadoras era 13,2% inferior ao dos homens (R$ 1.871 contra R$ 2.156).”
Cargos de direção
“A cidade encerrou 2009 com 2,2 milhões de pessoas no emprego formal. Destas, 59,4% eram homens e 40,6%, mulheres, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS/MTE). Nos cargos de direção, elas representavam 38%. Em 2010, 888,5 mil trabalhadores tiveram suas carteiras assinadas, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged/MTE). Mais uma vez, o sexo feminino foi minoria: 37%. Apenas no primeiro emprego os números esboçam certa igualdade: praticamente a metade dos novos trabalhadores a ingressarem no mercado de trabalho é de mulheres.”

Tarefas domésticas
“Os expedientes de trabalho, no entanto, são semelhantes aos dos homens. Elas eram, ainda em 2009, maioria entre os empregados de meio período (até 20 horas semanais), mas também estavam em maior percentual (52%) entre aqueles com carga horária entre 31 e 40 horas trabalhadas por semana. Mas em casa, onde a jornada dupla da mulher persiste, a disparidade é gigantesca. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad/IBGE) de 2009 para a Região Metropolitana do Rio mostram que, quando chefes de família, as mulheres gastam em média 21,2 horas semanais nos trabalhos da casa. Como companheira do chefe da família, as horas sobem para 23,31. Já os homens passam apenas 5,63 horas semanais em serviços da casa.”

Falta de creches
“Na rede municipal do Rio, 33.961 crianças são atendidas em creches públicas ou conveniadas. No início de 2009, esse número era ainda menor, cerca de 28 mil. O total de atendidos hoje não chega sequer à metade dos 68.203 matriculados na etapa seguinte da educação infantil, a pré-escola. A meta do Plano Estratégico da prefeitura é chegar a 2012 com cerca de 60 mil vagas em creches.”

Gravidez precoce
“De acordo com o Sistema de Indicadores do Rio Como Vamos, 16,7% das mães que deram à luz em 2009 no Rio tinham menos de 20 anos, número que desde 2006 não melhora. Na favela, que tem índice de gravidez precoce tão acima da média do Rio, a evasão no ensino médio chega a 29%, entre rapazes e moças. Sem estudo, o ingresso no mercado de trabalho fica mais difícil.” 

Veja em PDF : Dados do Rio Como Vamos mostram que mulheres ainda não conquistaram plenamente o mercado de trabalho (O Globo 28/02/2011)

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