Ascensão do Talibã ameaça direitos conquistados por mulheres afegãs em 20 anos

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Da última vez que grupo governou país, de 1996 a 2001, mulheres não podiam trabalhar, sair de casa sem cobrir o rosto ou desacompanhadas por parentes homens

(CNN Brasil/Reuters| 15/08/2021)

No início de julho, enquanto os insurgentes do Talibã tomavam território das forças do governo em todo o Afeganistão, combatentes do grupo entraram nos escritórios do Banco Azizi, na cidade de Kandahar, no sul do país, e ordenaram que nove mulheres que trabalhavam lá deixassem seus cargos.

Os homens armados as escoltaram até suas casas e disseram que não deveriam voltar ao trabalho. Em vez disso, explicaram que parentes do sexo masculino poderiam ocupar seus lugares, segundo três das mulheres envolvidas e o gerente do banco.

O Talibã retomou continuamente o território do país desde que as tropas dos EUA começaram a se retirar em maio. Neste domingo (15), o grupo islâmico entrou na capital afegã.

Quando o talibã governou o Afeganistão pela última vez, de 1996 a 2001, as meninas não podiam frequentar escolas, mulheres não podiam trabalhar e para sair de casa tinham que cobrir o rosto e estar acompanhadas por um parente do sexo masculino.

As mulheres que infringiam essas regras às vezes sofriam humilhações e espancamentos públicos pela polícia religiosa do grupo sob a interpretação estrita da lei islâmica – a sharia.

Durante conversas até então infrutíferas sobre um acordo político nos últimos anos, os líderes do Talibã garantiram ao Ocidente que as mulheres teriam direitos iguais de acordo com o que foi concedido pelo Islã, incluindo a capacidade de trabalhar e ser educada.

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