Campanha nacional Pró-Equidade de Gênero faz alerta sobre violência contra a mulher

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(Petrobras, 10/03/2014) O direito ao voto e a conquista de maior participação no mercado de trabalho pelas mulheres estão entre os avanços que merecem ser lembrados e comemorados no mês de março, em que celebramos o Dia Internacional da Mulher (08/03). A violência doméstica e familiar, ao contrário, permanece como um problema a ser superado por toda a sociedade.

br_campanhavioÉ por isso que lançamos neste mês a campanha Pró-Equidade de Gênero, que destaca o tema da violência contra as mulheres com o objetivo de inspirar as pessoas a ter uma postura mais justa e de contribuir para que elas enfrentem seus dilemas e ajam com confiança para que a temática não seja uma preocupação para as gerações futuras.

O objetivo da campanha, que também integra nosso Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, é contribuir para a redução das estatísticas, que revelam que atualmente 54% das pessoas no Brasil conhecem uma mulher que tenha sido vítima de violência. A Maria Júlia, bebê que ilustra as peças publicitárias, representa a esperança de um mundo livre de todas as formas de violência e o respeito aos direitos das mulheres de todas a idades.

Em anos anteriores, desenvolvemos iniciativas e apoiamos uma série de projetos, que legitimam e nos conferem propriedade para participar ativamente de ações relacionadas ao tema:

– campanha dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, de 2006 a 2008;

– ato/show “Por uma vida sem violência”, no Canecão (RJ), em comemoração ao 1º ano de aniversário da Lei Maria da Penha, com público convidado de 1.500 pessoas e a participação de mais de 40 artistas e formadores de opinião, em 2007;

– produção de 5.000 DVDs do ato/show “Por uma vida sem violência”, destinados a grupos de mulheres, ONGs, representantes do Poder Legislativo, Judiciário e órgãos de governo – a delegacias de polícia e serviços especializados de atendimento às mulheres vítimas de violência, em 2007;

– edição e distribuição de 1 milhão e 400 mil cartilhas “Lei Maria da Penha – pelo fim da violência contra a mulher”, em 2011 e 2013;

– capacitação de profissionais de Serviço Social, Medicina e Psicologia para reconhecer situações decorrentes da violência de gênero e violência doméstica e familiar, em 2012;

– debates e seminários regulares sobre violência doméstica e familiar junto à força de trabalho como uma dimensão de responsabilidade social e promoção de direitos humanos.

Um pouco de história – por que 8 de março?

Para entender por que o dia 8 de março foi escolhido para marcar a data, precisamos voltar um pouco na história. Em 1857, operárias de uma fábrica de tecidos de Nova York, nos Estados Unidos, entraram em greve para reivindicar melhores condições de trabalho, como redução na carga diária de 16 para dez horas, equiparação de salários com os homens (elas recebiam até um terço do pagamento recebido por eles para executar a mesma tarefa) e tratamento digno no ambiente laboral. Em um ato totalmente desumano, cerca de 130 mulheres foram trancadas e queimadas vivas dentro da fábrica, o que marca de forma trágica e cruel a data hoje conhecida como Dia Internacional da Mulher.

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