Desinteresse e atendimento falho dificultam registro de homofobia no Brasil

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(Universa | 30/04/2022 | Por Mariana Gonzalez)

Minutos depois de entrar no banheiro feminino da estação Sapopemba, na zona leste de São Paulo, a balconista Júlia Mendes, que é lésbica, foi confundida com um homem por ter cabelos curtos e usar roupas largas — por isso, foi arrancada do local por seguranças. Quando ela foi à delegacia acompanhada de um advogado e de algumas testemunhas para prestar queixa, a polícia se recusou a tipificar o ato como homofobia — prática considerada crime há três anos, por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). “Este caso tem todos os indícios de agressão por homofobia, mas os agentes públicos não entendem desta porque os seguranças não usaram nenhum termo pejorativo, ligado à sexualidade dela. Por isso, o crime não foi registrado de forma correta”, conta Luanda Pires, advogada que acompanha o caso. O caso aconteceu em 11 de abril e até agora consta apenas como lesão corporal, embora os advogados tenham pedido à Justiça a retificação do boletim de ocorrência.

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