Contratação revolta mulheres e Operário-MT desiste de Bruno

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Operário desiste de contratar Bruno após repercussão e perda de patrocínios

(UOL, 22/01/2020 – acesse no site de origem)

O goleiro Bruno não irá mais vestir a camisa do Operário Várzea-Grandense. Depois de fazer uma proposta oficial ao jogador, o clube mato-grossense desistiu da contratação por conta de protestos da torcida e da perda de alguns patrocínios para a temporada.

“Pelo presente, viemos informar que a diretoria do Clube Esportivo Operário Várzea Grandense não contratará o atleta Bruno Fernandes das Dores de Souza”, diz o comunicado divulgado no fim da tarde de hoje (22) pelo clube.

Pouco antes, o UOL Esporte havia adiantado que o Operário tinha recuado e estudaria se desistiria ou daria prosseguimento à contratação. André Xela, supervisor de futebol do Operário-MT, explicou os motivos à reportagem.

“Devido a toda essa repercussão e à perda de alguns patrocínios, tivemos que colocar o pé no chão, fazer uma reunião e rever essa contratação. Hoje não temos nada oficial com o goleiro, o clube fez uma proposta, tinha o interesse no atleta Bruno, acredita que ele viria para somar para gente alcançar os objetivos do clube, já que são quatro campeonatos que a gente disputa esse ano: Copa do Brasil, Campeonato Mato-grossense, Série D e Copa Verde”, disse.

Na noite de ontem (21), parte da torcida do Operário realizou um protesto contra a contratação do goleiro na entrada do Estádio Municipal Dito Souza, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

O ato aconteceu antes da partida do Operário contra o Poconé, válida pelo Campeonato Mato-Grossense de 2020. Com cartazes e ao som de tambores, os manifestantes gritavam: “Quem contrata feminicida apoia o feminicídio”. Já os cartazes apresentavam: “Respeitem as mulheres” e “Não compre ingresso. Não pague para ver feminicida”.

Ex-Flamengo e Atlético-MG, Bruno foi condenado na Justiça mineira a mais de 20 anos de prisão pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver da ex-namorada e modelo Eliza Samúdio. O crime aconteceu em 2010.

Por Marcello De Vico, do UOL, em Santos (SP)

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