GEA apoia debate sobre tráfico de mulheres promovido por associação paulista

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(Amazônia Brasil Rádio Web, 16/05/2014) O Governo do Amapá é parceiro na realização do painel de debate “Mulheres e Homens pela Paz e contra o Tráfico de Mulheres e a Violência Sexual”. O evento, realizado pela associação paulista Mulheres pela Paz, contará com a presença de autoridades e representantes de movimentos em defesa dos direitos da mulher.

A solenidade de abertura acontecerá na terça-feira, 20, no Centro Cultural Franco Amapaense, das 19h às 22h. E nos dias 21 e 22, a programação segue pela manhã e à tarde, das 8h às 12h e das 14h às 18h, no Atalanta Hotel.

De acordo com a presidente da Associação Mulheres pela Paz, Clara Charf, entre os principais objetivos que serão debatidos estão: contribuir para o acúmulo de discussão sobre o tema dentro dos movimentos sociais e na sociedade em geral, refinar a ótica feminista; contribuir na luta pelo enfrentamento da violência contra a mulher que se materializa na violência doméstica e sexual, além do tráfico de mulheres; fortalecer a rede de serviços contra o tráfico humano, formada por atores governamentais e não-governamentais.

Para a diretora do CCFA, Josiane Ferreira, é uma grande satisfação estar novamente como parceiros dessa associação recebendo-a pela segunda vez no Estado do Amapá, a qual escolheu o Centro Cultural para divulgar esse importante projeto.

“É uma associação que faz um trabalho muito importante no Brasil, conjugado a outras entidades internacionais que abordam o tema. Durante o evento, vamos trocar experiências sobre a situação do nosso Estado com relação ao tráfico de pessoas, precisamente o tráfico de mulheres, já que estamos numa região de fronteiras, temos essa peculiaridade e outros fatores de vulnerabilidade”, ponderou a diretora.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o tráfico humano é a terceira modalidade criminosa mais lucrativa do mundo, ultrapassada apenas pelo tráfico de armas e de drogas. Dentre as vítimas, 85% são mulheres, sendo a maioria delas para fins de exploração sexual. A faixa etária predominante está entre 17 e 25 anos.

Ainda de acordo com a organização, há registro de tráfico de adolescentes e crianças, sendo a maioria do sexo feminino. A maioria das pessoas traficadas é pobre e com baixa escolaridade. Na rede de aliciadores, 55% são mulheres.

O debate será apresentado pela presidente Clara Charf e a diretora-executiva Vera Vieira, da Associação Mulheres pela Paz.

Clara Charf, viúva, com 88 anos, iniciou o trabalho de ativismo desde 1945, através de protestos contra a bomba atômica, durante a Guerra Fria. Em 1950, lutou contra o envio de soldados brasileiros para a guerra da Coreia.

Foi com o golpe militar de 1964 que conheceu a clandestinidade, perdeu o companheiro Carlos Marighella, assinado em 1969. Viveu no exílio por quase dez anos e só pôde retornar ao Brasil com a anistia. Atualmente, também participa da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos e atua no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, vinculado à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.

Vera Vieira é jornalista, com doutorado em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicação e Arte da Universidade de São Paulo.

Em sua trajetória profissional e acadêmica, publicou diversas obras, entre elas: Mulheres e Homens Trabalhando pela Paz e Contra a Violência Doméstica, Mulheres e Tecnologias – a Virtualidade como Espaço Transformador das Relações de Gênero, Lobby – Guia para participação de delegados no processo de negociação e incidência da 1ª Conferência Brasileira de Comunicação e Educação Popular.

A Associação Mulheres pela Paz, de São Paulo, é uma organização não-governamental e tem como foco o trabalho na interconexão entre a violência contra mulher e o conceito ampliado de paz, e tem como objetivo avançar no campo dos direitos humanos das mulheres.

O evento conta com o apoio da Associação Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo (Suíça), EED (Alemanha), Fundação Ford, Instituto Avon e Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal. O patrocínio é da Petrobras.

As parcerias locais são: Centro Cultural Franco Amapaense, Secretária Extraordinária de Políticas para as Mulheres, Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas, Prefeitura de Macapá, Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Imena, Rede Fulanas, CNegra, Cyberela, Femea, Faor, Sindsep e Afap.

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