Exposição “Eu te desafio a me amar” continua, em Brasília, até 30/5

1202
0
Compartilhar:
image_pdfPDF

(ONU Mulheres, 16/05/2014) “Uma exposição ousada, pedagógica e democrática. Esse projeto ‘Eu te desafio a me amar’ é uma aposta na democracia. O Brasil está dando uma resposta à diversidade pela importância de ser e deixar ser a quem quer que seja”, disse a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman. Ela participou na noite da quarta-feira (14/5), em Brasília, da abertura da exposição “Eu te desafio a me amar” da fotógrafa Diana Blok.

Iara Pietricovsky, do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), agradeceu “a todas as pessoas que emprestaram suas caras, tempo de vida e narrativas”. E enfatizou: “esse é um projeto em expansão e radical sobre a democracia nesse país. O projeto é uma proposta para o Brasil, para que nos desafiemos a amar, a aceitar os diferentes livres e iguais”. Boa parte das pessoas retratadas estava presente no evento, entre elas Gabriel Vettorazzo ao lado de sua mãe Graça Cabral, integrante do Movimento Mães pela Igualdade.

De acordo com o ministro-conselheiro do Reino dos Países Baixos, Paul Zwetsloot, “o poder de amar e ser amado é parte importante para os direitos humanos. Está no foco do governo holandês, o diálogo com os países para abolir a discriminação com base na discriminação da orientação sexual”.

A fotógrafa uruguaia Diana Blok reiterou o seu compromisso com a igualdade por meio da arte. “O que temos em comum é que somos todos diferentes. São essas diferenças que nos deixam fortes. Estou orgulhosa de estar aqui, no Brasil, como estrangeira fazendo esse trabalho”, disse Blok.

Inspiração – Primeiro transexual a ter seu nome social reconhecido na Universidade de Brasília(UnB), Marcelo Caetano também inspirou a exposição pela tatuagem no braço com o dizer “Eu te desafio a me amar”. Presente no evento de inauguração da mostra, lembrou o alarmante quadro de homofobia no país. “No ano passado, 40% das pessoas trans assassinados no mundo, morreram no Brasil. A arte é um instrumento de mudança, revolução. Pode ser espaço político assim como a vida. Essa é a mensagem que vem do grito das pessoas que querem existir”, alertou.

Para o deputado Jean Wyllys, um dos retratados de Diana Blok, “quando uma pessoa conhece a outra, o preconceito se quebra”. E a deputada federal Érika Kokay manifestou o seu posicionamento contra a qualquer forma de desconstituição dos direitos da população LGBT. “Essa experiência derrama amor, traz as pessoas na sua condição de seres afetivos, dimensão em que nos construímos uns com os outros”, discursou a parlamentar.

Fotógrafa Diana Blok (centro) é prestigiada por apoiadores da exposição

Afetividade registrada – Imagens de artistas como Ney Matogrosso e Ellen Oleria compõem a mostra. Também foram fotografados militantes e outras personalidades ligadas à questão da luta pelos direitos LGBT, como João Nery, primeiro homem transexual a ser operado no Brasil; Gustavo Bernardes, coordenador LGBT da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.
Realizada pelo Inesc, a exposição conta com o apoio do Reino dos Países Baixos, das Nações Unidas, por meio da ONU Mulheres, da OPAS (Organização Panamericana de Saúde) e da Organização Mundial da Saúde. Segue aberta à visitação pública, de terça a domingo, no Museu da República até 30 de maio.

Exposição “Eu te desafio a me amar”
Data: 15 a 30/5 (terça a domingo)
Horário: das 9h às 18h30
Local: Museu Nacional da República

Compartilhar: