Transfobia no limite: por que prostituição não é “questão de escolha”, por Giovanna Heliodoro

349
0
Compartilhar:
image_pdfPDF

(Universa – UOL| 20/05/2021 | Por Giovanna Heliodoro)

O episódio desta semana do reality “No Limite” (Globo) trouxe em pauta uma discussão muito necessária sobre a vivência de pessoas trans e travestis. Por meio de uma conversa entre as participantes Ariadna Arantes e Íris Stefanelli, abriu-se a discussão: trabalhar com prostituição é uma escolha?

Conhecida por ter sido a única participante trans da história do “Big Brother Brasil”, Ariadna revelou que teve de se prostituir no começo da vida adulta por falta de oportunidades de emprego. Discordando dessa afirmação, Iris julgou a outra participante ao dizer que ela teve sim outras opções além do trabalho sexual.

A partir dessa discussão, Ariadna deu então uma aula em TV aberta proporcionando oportunidade para muitos espectadores conhecerem mais sobre a realidade de travestis e transexuais no Brasil.

Ariadna: “Só o fato de ser mulher trans já me tira todos os privilégios”

Atualmente, o Brasil é considerado o país que mais assassina pessoas transgênero no mundo inteiro e contraditoriamente é também o país que mais consome pornografia trans e travesti, segundo dados do RedTube. Essas informações nos ajudam a compreender o paradoxo que existe entre a violência, o fetiche e exclusão que Ariadna vivenciou ao longo da sua história.

Segundo levantamento da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), 90% da população trans no Brasil tem a prostituição como fonte de renda e única possibilidade de subsistência.

* Giovanna Heliodoro é historiadora, afrotransfeminista e produtora do Festival TransViva! Integra a ONG EQUI articulando ações acerca da inclusão de diversidade no mercado de trabalho. É produtora de conteúdo do perfil @transpreta e autora do livro “Raízes – Resistência Histórica” (ed. Venas Abiertas)

Acesse a matéria completa no site de origem.

Compartilhar: