Magazine Luiza ‘mete a colher’ e incentiva a denúncia da violência contra as mulheres

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Empresa busca estimular o apoio às mulheres em situação de violência e a denúncia. Também faz parceria com o Instituto Patrícia Galvão e rede colaborativa Mete a Colher, revertendo o valor arrecadado para as instituições que atuam no enfrentamento à violência

(Agência Patrícia Galvão*, 08/03/2018) “Em briga de marido e mulher, não se mete a colher”. A plataforma de varejo Magazine Luiza vai desafiar o ditado popular neste Dia da Mulher. A partir de hoje, venderá — em suas 860 lojas físicas e no site magalu.com — uma colher especial com os dizeres: “Em briga de marido e mulher, tem que meter a colher, sim. Ligue 180 e denuncie”.

Cada colher custará 1,80 real, uma referência ao Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher para as questões de violência que recebe ligações gratuitas de qualquer telefone de todo o país. O dinheiro arrecadado com a venda, ao final da campanha, será revertido a duas entidades: Instituto Patrícia Galvão, uma organização social que desde 2001 trabalha pela garantia do direito das mulheres de viver sem violência, e a rede colaborativa Mete a Colher, que funciona por meio de um aplicativo mobile, que conecta mulheres vítimas de violência com outras que podem oferecer apoio.

“Denunciar é sempre um grande desafio”, diz Ilca Sierra, diretora de marketing multicanal do Magazine Luiza. “Por isso, a empresa, que já tem um histórico de engajamento nessa luta, considera de grande importância promover campanhas que incentivem mulheres e homens a dar esse grande passo.” A ação é assinada pela agência DAVID.

“O envolvimento e a contribuição das empresas no enfrentamento da violência contra as mulheres são extremamente importantes. Essa campanha mostra que esse é um problema de todos: das empresas, como o Magazine Luiza, e da sociedade”, diz Jacira Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão, destacando que este é um problema grave, complexo e que requer políticas públicas e ações em múltiplas frentes para ser enfrentado.

Empresas no enfrentamento à violência

O Magazine Luiza vem intensificando suas ações nesta causa desde o ano passado. Em julho de 2017, a empresária Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues, que comanda a rede de lojas de varejo, anunciou a criação de um disque denúncia para funcionárias que estejam em situação de violência doméstica e familiar, após a gerente de uma loja em Campinas Denise Neves dos Anjos ser vítima de feminicídio (saiba mais).

Com isso, há oito meses, a companhia lançou uma iniciativa interna para reduzir os casos de violência contra a mulher entre suas mais de 11 000 funcionárias. Elas têm acesso ao Canal da Mulher, um sistema de denúncia – monitorado diretamente por Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração – cuja função é apoiar as funcionárias em situação de violência.
Ao estruturar internamente o acolhimento, a rede montou um comitê interno, composto por diferentes áreas internas do Magazine Luiza e por atores externos, como o grupo Mulheres do Brasil, o Instituto Patrícia Galvão, profissionais da área do Direito que atuam no tema, entre outros.

Dados sobre a violência contra as mulheres no Brasil

De acordo com o Dossiê Feminicídio, o Brasil convive com elevadas estatísticas de violências cotidianas praticadas contra as mulheres – o que resulta em um destaque perverso no cenário mundial: é o 5º país com maior taxa de homicídio de mulheres. Segundo os dados do Mapa da Violência 2015, o Brasil atingiu em 2013 uma taxa média de 4,8 homicídios a cada 100 mil mulheres – 2,4 vezes maior que a taxa média observada em um ranking de 83 nações

* Com informações da assessoria de comunicação do Magazine Luiza

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