20/05/2011 – Strauss-Kahn é acusado formalmente por estupro

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(O Estado de S. Paulo) O ex-diretor gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, é acusado formalmente em Nova York por tentativa de estupro e agressão sexual. 

“A Justiça de Nova York concedeu o direito a Strauss-Kahn de pagar uma fiança de US$ 1 milhão para poder responder ao processo em prisão domiciliar. A decisão ocorre no mesmo dia em que o economista foi formalmente indiciado por um ataque sexual contra uma camareira em um hotel em Manhattan. Além do pagamento do valor da fiança, Strauss-Kahn foi obrigado a deixar um depósito de US$ 5 milhões como seguro, para o caso de uma possível tentativa de fuga.”

“A ideia de que o homem que fez isso (atacou sexualmente) à vítima volte para a rua é algo que a está atordoando”, disse o promotor Jeffrey Shapiro, se referindo à camareira, uma viúva de Guiné que vive com a filha de 15 anos no Bronx.” 

Leia matéria na íntegra: Juiz estabelece fiança para Strauss-Kahn (O Estado de S. paulo – 20/05/2011)

(O Estado de S. Paulo) “A camareira que acusa o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, de tentativa de estupro, foi identificada ontem pelo diário Le Figaro como Nafissatou Diallo, imigrante muçulmana de Guiné de 32 anos. Pessoas próximas a descrevem como “séria, tranquila e religiosa”. Segundo vizinhos, ela se mudou para um apartamento em um prédio no Bronx, no qual outros residentes também são de origem africana, no início do ano.”

“O advogado que a defende, Jeffrey Shapiro, rebateu a estratégia da defesa de Strauss-Kahn, de que o contato sexual entre os dois teria sido consensual. “Não há nada consensual no que ocorreu naquele quarto”, disse à rede de TV americana NBC.”
Em comunicado, o hotel disse que a posição de sua funcionária é exemplar. “Estamos completamente satisfeitos com seu trabalho e comportamento.”

Leia matéria na íntegra: Jornal de Paris identifica guineana como vítima (O Estado de S. Paulo – 20/05/2011)

(Época) “Africana e muçulmana, a mulher que derrubou Strauss-Kahn desafiou as regras dos poderosos”, afirma, em sua coluna, a jornalista Ruth de Aquino. 

“Me interesso mais pela camareira do que por DSK. Vi muitos se perguntando: será que o ex-diretor do FMI, conhecido pela habilidade em negociações, seria tão idiota e tresloucado a ponto de atacar a moça ao sair nu do banheiro? Mas começam a emergir casos semelhantes de mulheres menos corajosas que a africana. A loura jornalista francesa Tristane Banon, afilhada da segunda mulher de DSK, tinha 22 anos em 2002 quando diz ter sido atacada por ele: “Parecia um chimpanzé no cio”. Kristin Davis, ex-cafetina americana, afirmou que uma prostituta brasileira a aconselhou a não mandar mais mulheres para ele: “É bruto”.”

Leia na íntegra: A camareira subversiva, por Ruth de Aquino (Época – 20/05/2011)

(Portal Terra) Feministas francesas denunciam os comentários machistas da mídia local desde a prisão do ex-chefe do FMI Dominique Strauss-Kahn. Elas afirmaram que 75 mil mulheres são estupradas na França anualmente e que a linguagem sexista em público tende a minimizar a gravidade do crime, transformando-o em um ato vago e relativamente aceitável. As ativistas se referiram a comentários específicos, incluindo um do ex-ministro da cultura que disse que o ex-chefe do FMI deveria ter sido solto antes sob fiança, considerando que “ninguém tinha morrido”.

Veja a notícia completa: Feministas francesas atacam misoginia no caso Strauss-Kahn (Terra – 21/05/2011)


(O Globo) “Maior especialista no tema diz que o distúrbio pode ser destruidor para a vida pessoal e profissional de homens como o ex-diretor do FMI.”

“Especialista em problemas sexuais há 20 anos, Robert Weiss, fundador do Sexual Recovery Institute, dedica grande parte de seu tempo ao tratamento de homens que não  conseguem controlar seus impulsos sexuais.”

Leia entrevista: A eterna busca de adrenalina dos viciados em sexo (O Globo – 22/05/2011)

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