Instituto Patrícia Galvão lança dossiê sobre feminicídio

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Plataforma reúne dados, documentos, legislações e outras informações relacionadas ao enfrentamento da violência contra a mulher

(Rede Brasil Atual, 17/11/2016 – acesse no site de origem)

O Instituto Patrícia Galvão lançou na semana passada o Dossiê Feminicídio, uma plataforma digital que reúne dados, documentos, legislações e outras informações relacionadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. Um dos objetivos principais é dar visibilidade a esse tipo de crime, já que o Brasil é o quinto país do mundo que mais mata mulheres simplesmente por serem mulheres.

Leia mais:
Instituto Patrícia Galvão divulga dossiê sobre feminicídio (Mundo Sindical, 08/11/2016)
Por que a invisibilidade mata? (CartaCapital, 07/11/2016)
Dossiê online busca ser nova ferramenta no combate ao feminicídio no Brasil (Brasil de Fato, 07/11/2016)
#InvisibilidadeMata: Rayzza Ribeiro e a necessidade de unidade feminista pra enfrentar a violência, por Luka Franca (Opera Mundi, 07/11/2016)
Viva Maria: Campanha #invisibilidademata quer discutir o tema do feminicídio (Radioagência Nacional, 07/11/2016)

Além do Dossiê Feminicídio, o instituto também lançou campanha em que convida a todos a compartilharem na redes sociais histórias e opiniões relacionadas à violência contra a mulher usando a #InvisibilidadeMata.

Para a diretora do Instituto Patrícia Galvão, Marisa Sanematsu, trata-se de um novo nome para uma prática antiga. “É necessário falar de feminicídio, porque não falar dessas mortes está gerando mais mortes, agora e no futuro”, afirma Marisa, em entrevista à repórter Michelle Gomes, para o Seu Jornal, da TVT.

Em 2010, o Brasil ocupava a sétima posição no ranking de assassinatos de mulheres com uma taxa de 4,4 casos a cada 100 mil habitantes. Em 2013, essa taxa subiu para 4,8 a cada 100 mil habitantes, colocando o País na quinta posição.

Para Rachel Moreno, coordenadora do Observatório da Mulher e psicóloga, esses dados confirmam que a cultura de violência contra a mulher ainda é naturalizada. Na maioria dos casos, a mulher é atacada justamente nas partes do corpo que simbolizam a feminilidade. “Tem uma série de caracterizações que definem uma espécie de ódio contra a mulher, que acaba sendo morta e mutilada de uma maneira muito agressiva.”

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