17 a 20/04/2011 – Série traça o novo cenário das mortes femininas no país (Correio)

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(Correio Braziliense) Fácil de matar” é o título da série jornalística produzida pelo jornal Correio Braziliense sobre a morte de mulheres no país. Segundo as matérias publicadas, elas são assassinadas por pais, irmãos, companheiros, traficantes e aliciadores; homens que acreditam ter o poder de decidir sobre a vida dessas mulheres. A série denuncia o femícidio, como um fenômeno ainda pouco estudado, e a ausência de dados oficiais produzidos no Brasil.

“Estimativas obtidas pela reportagem apontam o aumento médio de 30% nesses crimes na última década. No Pará, chegou a 256%. Em Alagoas, 104%. A violência doméstica, sem resposta eficiente do Estado, apesar da aprovação da Lei Maria da Penha, persiste. Mas são cada vez mais comuns as mortes encomendadas por organizações criminosas, ligadas ao narcotráfico, às redes de exploração sexual e às máfias das fronteiras.”

“A dificuldade em mapear as informações é a primeira comprovação da invisibilidade do problema para o Poder Público. O levantamento feito pela reportagem considerou dados das secretarias de segurança pública, das polícias e dos movimentos feministas. Em média, 4,6 mulheres são assassinadas por 100 mil habitantes do sexo feminino, podendo mais que dobrar em algumas cidades.”

Em 4 matérias, a série aborda a necessidade da proteção do Estado para mulheres ameaçadas de morte, a violência no interior do Brasil e a realidade de quem perde uma familiar, além de um panorama geral no país e na América Latina.

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